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Cotidiano
16/11/2009 - 22h43

Agência diz que autorizou colocação de vigas no Rodoanel

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da Agência Brasil

Em nota, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) negou nesta segunda-feira que as três vigas de um viaduto do Rodoanel que caíram na última sexta-feira (13) em Embu (Grande São Paulo) foram instaladas sem o conhecimento do órgão ou da concessionária Autopista, que administra a rodovia Régis Bittencourt.

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As obras do lote 5 do trecho sul do Rodoanel, onde ocorreu o acidente, são de responsabilidade da Dersa (empresa estatal que gerencia a obra) e de um consórcio liderado pelas empresas OAS, Mendes Jr. e Carioca Engenharia.

Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem
Segurança olha para as vigas caídas na obra do trecho sul do Rodoanel, em Embu (SP)
Segurança olha para as vigas caídas na obra do trecho sul do Rodoanel, em Embu (SP)

Segundo a ANTT, o consórcio tinha permissão para instalar dez vigas entre os dias 7 e 10 de novembro. No último sábado (14), o secretário estadual de Transportes, Mauro Arce, afirmou que as vigas que caíram haviam sido instaladas na terça (10).

Para a colocação das vigas, o consórcio precisava receber uma autorização da Autopista, que adota medidas para garantir a segurança dos motoristas que trafegam na rodovia. Mas o que ocorreu, de acordo com a ANTT, é que os trabalhos de colocação das vigas foram retomados nos dias seguintes sem o conhecimento da concessionária.

"No período foram instaladas somente quatro vigas, e a continuidade dos trabalhos do lançamento das demais dependia de nova autorização", diz a ANTT. Uma quinta viga que deveria ter sido instalada no período quebrou durante o transporte.

Na quinta-feira (12), por volta das 22h, a concessionária informou à ANTT que o consórcio havia retomado o trabalho de colocação das vigas sem tê-la avisado, e foi orientada pela agência a registrar um boletim de ocorrência policial sobre o fato.

"O consórcio construtor e a Dersa procuraram a ANTT ainda na noite de quinta-feira, mas foram informados de que não seria possível obter a autorização naquele momento. Na sexta-feira pela manhã, após a solicitação do consórcio, foi concedida uma nova autorização para o içamento das vigas a partir da madrugada de sábado para domingo".

Com a nova autorização, o consórcio poderia concluir o içamento das vigas até a madrugada de hoje.

As obras estão paralisadas por 15 dias para que o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) possa elaborar um laudo sobre as causas do acidente. O IC (Instituto de Criminalística), o Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo) e o Ministério Público também vão investigar o acidente.

Segundo a Secretaria estadual de Transportes, o adiamento não vai atrapalhar o cronograma das obras do Rodoanel, que tem conclusão prevista para 27 de março do próximo ano.

Acidente

As vigas pesam 85 toneladas e têm 40 metros de comprimento. Por volta das 21h15 de sexta elas despencaram de uma altura de aproximada de 20 metros e atingiram um caminhão e dois carros --um deles ficou totalmente destruído. Três pessoas ficaram feridas, mas duas já deixaram o hospital.

Nesta segunda o presidente do Crea-SP, José Tadeu da Silva, afirmou que a instalação de quatro, e não de cinco vigas previstas, é a principal hipótese para explicar as causas do acidente. Para Silva, a instalação de uma viga a menos é um procedimento incorreto e inadequado e, como a quinta viga quebrou, nenhuma delas deveria ter sido instalada.

 

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