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26/01/2003 - 09h25

Repórteres são agredidos e roubados em enterro do rapper Sabotage

do Agora São Paulo

O repórter fotográfico Gilberto Marques, 36, e o repórter Ciro Bonilha, 23, do Agora São Paulo, foram agredidos e roubados ontem à tarde por um grupo de pessoas que participou do enterro do rapper Mauro Mateus dos Santos, o Sabotage, 29, no Cemitério Campo Grande (zona sul de São Paulo).

F. Cerchiari/Folha Imagem

O rapper Sabotage, morto em São Paulo;
veja galeria de fotos

Por volta das 13h, instantes depois de a reportagem chegar ao cemitério, um grupo de pessoas que se dizia amigas do rapper ameaçou Bonilha e Marques dizendo que não seriam permitidas fotos do enterro.

Diante dessa imposição, o fotógrafo guardou seu equipamento. A família já havia solicitado à direção do cemitério para que não fosse permitido o acesso da imprensa.

No entanto, um amigo do rapper assassinado permitiu que Bonilha e Marques entrassem no velório do cemitério, mas com a ressalva de que não fossem feitas imagens ou entrevistas.

No período em que os repórteres estiveram próximos do corpo de Sabotage, uma familiar, que não quis se identificar, comunicou aos demais participantes do velório sobre a presença deles. Marques e Bonilha mantiveram distância do cortejo. O fotógrafo foi até o lado de fora do cemitério e fez fotos de pessoas que assistiam ao enterro.

Em seguida, Marques foi abordado por um homem que exigiu os filmes dele. O fotógrafo explicou que não havia feito fotos dentro do cemitério e se negou a entregar o material.

Em seguida, os repórteres decidiram sair do local e pediram a um guarda civil metropolitano que os acompanhasse. O GCM não chegou a ir até o carro. Quando o motorista do carro da reportagem, Osvaldo Dias da Silva, preparava-se para sair, cerca de 10 homens abriram as portas do veículo, aos gritos de "Dê a fita".

Eles puxaram, já com a porta aberta, a bolsa com o material de Marques, que foi agredido com socos e pontapés.

Outro integrante do grupo se dirigiu a Bonilha, levantou a camisa e mostrou uma arma que estava na cintura. Em seguida ele tomou a bolsa pessoal de Ciro, na qual havia documentos, talão de cheques, cartões bancários e o crachá de identificação.

O grupo então fugiu quando guardas civis metropolitanos chegaram com as armas em punho. Marques sofreu escoriações no rosto e nos braços, além de ficar com um hematoma na cabeça. O caso foi registrado no 27º DP (Campo Belo), mas será investigado pelo 99º DP (Congonhas).
 

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