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Cotidiano
08/08/2000 - 21h10

MEC anuncia os três cursos de medicina que podem ser fechados

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LISANDRA PARAGUASSÚ
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Os cursos de medicina da Universidade Católica de Pelotas (RS), da Universidade do Oeste Paulista, em Presidente Prudente (SP), e do Centro de Ensino Superior de Valença (RJ) poderão perder sua autorização para funcionar.

Essas três faculdades particulares tiveram os cursos reprovados na Avaliação das Condições de Oferta de Cursos, além de já terem tirado notas baixas no provão, o Exame Nacional de Cursos. Elas faziam parte de uma lista de 21 cursos que foram reprovados no provão no ano passado.

A avaliação completa será divulgada nesta quarta-feira pelo Ministério da Educação. A análise foi feita por comissões de especialistas que visitaram cada uma das faculdades que tiraram conceitos D e E no provão de 99.

Tanto a UCPel quanto a Unoeste foram classificadas como E, e o Centro de Valença, com D. Todas as três tiveram 100% de seus formandos respondendo à prova, o que significa que a nota não pode ser atribuída a boicotes.

Na avaliação das condições de oferta, as comissões analisam três quesitos: infra-estrutura, qualificação de professores e organização didatico-pedagógica. Os cursos que recebem dois quesitos Insuficiente entram na lista do recredenciamento.

Os processos das faculdades e os relatórios feitos pelas comissões serão enviados ao Conselho Nacional de Educação, que aprova ou não o relatório do ministério. A partir daí, as faculdades terão seis meses para melhorar suas condições, antes de receberem uma nova visita. Se os problemas continuarem, o curso pode perder a autorização para funcionar.

Caso isso aconteça, os alunos serão transferidos para outras instituições.

Outro lado
"Tomamos todas as medidas necessárias para cumprir as determinações do MEC. (...) Essas declarações são distorcidas", disse o diretor da faculdade de medicina da Universidade Católica de Pelotas, Fernando Costa.

O diretor da Faculdade de Medicina da Unoeste, Henrique Salvador, disse que "só foram feitos dois exames".

A Folha entrou em contato com Centro de Ensino Superior de Valença por volta de 21h, mas uma pessoa que se identificou como vigilante disse que não havia mais ninguém da direção.

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