09/08/2000
-
12h12
da Folha Online
O presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Wadson Ribeiro, afirma que o ministro da educação Paulo Renato Souza está usando o fechamento dos cursos de medicina para se autopromover e viabilizar sua candidatura ao Senado.
O MEC anuncia hoje o descredenciamento dos cursos de medicina da Universidade Católica de Pelotas (RS), da Universidade do Oeste Paulista, em Presidente Prudente (SP), e do Centro de Ensino Superior de Valença (RJ). É a primeira vez que o ministério fecha faculdades que tiveram conceitos insuficientes em avaliações, entre estas o provão.
Na opinião do vice-presidente da UNE, Felipe Maia, o fechamento das faculdades "É uma medida drástica, em que o maior prejudicado é o estudante". Para ele a decisão prejudica tanto os alunos matriculados nas faculdades quanto os já formados. "Estes estudantes vão carregar o estigma de quem se formou em uma faculdade descredenciada", diz.
Para Wadson, o culpado pela existência de cursos ruins é o CNE (Conselho Nacional de Educação), ligado ao MEC. "O CNE é um lobby para garantir a sobrevivência de cursos ruins das grandes faculdades."
A UNE critica também os critérios usados para o fechamento dos cursos. Para Felipe a avaliação de condições de oferta, feita pelo MEC, "não passa de análise de fotos da estrutura física e do currículo de professores". A UNE, que faz campanha contra o provão desde 1996, argumenta que a avaliação das faculdades é superficial.
A entidade realiza hoje uma manifestação no vão livre do MASP, na avenida Paulista, com cerca de 500 estudantes, pedindo a CPI para apurar o caso de superfaturamento na construção do TRT de São Paulo. O evento está sendo organizado pela UNE, Ubes ( União brasileira de estudantes secundaristas) e outras entidades estudantis.
MEC anuncia o nome das três faculdades de medicina que podem fechar
Leia mais notícias de cotidiano na Folha Online
Discuta esta notícia nos Grupos de Discussão da Folha Online
UNE critica fechamento de cursos de medicina pelo MEC
Publicidade
RAFAEL GARCIA da Folha Online
O presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Wadson Ribeiro, afirma que o ministro da educação Paulo Renato Souza está usando o fechamento dos cursos de medicina para se autopromover e viabilizar sua candidatura ao Senado.
O MEC anuncia hoje o descredenciamento dos cursos de medicina da Universidade Católica de Pelotas (RS), da Universidade do Oeste Paulista, em Presidente Prudente (SP), e do Centro de Ensino Superior de Valença (RJ). É a primeira vez que o ministério fecha faculdades que tiveram conceitos insuficientes em avaliações, entre estas o provão.
Na opinião do vice-presidente da UNE, Felipe Maia, o fechamento das faculdades "É uma medida drástica, em que o maior prejudicado é o estudante". Para ele a decisão prejudica tanto os alunos matriculados nas faculdades quanto os já formados. "Estes estudantes vão carregar o estigma de quem se formou em uma faculdade descredenciada", diz.
Para Wadson, o culpado pela existência de cursos ruins é o CNE (Conselho Nacional de Educação), ligado ao MEC. "O CNE é um lobby para garantir a sobrevivência de cursos ruins das grandes faculdades."
A UNE critica também os critérios usados para o fechamento dos cursos. Para Felipe a avaliação de condições de oferta, feita pelo MEC, "não passa de análise de fotos da estrutura física e do currículo de professores". A UNE, que faz campanha contra o provão desde 1996, argumenta que a avaliação das faculdades é superficial.
A entidade realiza hoje uma manifestação no vão livre do MASP, na avenida Paulista, com cerca de 500 estudantes, pedindo a CPI para apurar o caso de superfaturamento na construção do TRT de São Paulo. O evento está sendo organizado pela UNE, Ubes ( União brasileira de estudantes secundaristas) e outras entidades estudantis.
Leia mais notícias de cotidiano na Folha Online
Discuta esta notícia nos Grupos de Discussão da Folha Online


