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Cotidiano
09/08/2000 - 14h37

Faculdades de medicina que podem fechar mostram supresa e tranquilidade

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da Agência Folha
em Porto Alegre e em São José do Rio Preto

As faculdades de medicina ameaçadas de medicina se mostraram tranquilas e surpresas ao saberem da decisão do MEC.

O assessor de imprensa da Universidade Católica de Pelotas, Raul Farina, disse que a entidade está ''tranquila'' porque 40% dos problemas indicados pelo MEC já teriam sofrido a ação de saneamento por parte da reitoria.

Segundo ele, caso a recomendação seja aprovada, ainda há seis meses para se adequar aos pedidos. Ele cita investimentos de R$ 3,5 milhões em infra-estrutura (hospital, postos de saúde e biblioteca) e de R$ 2,8 milhões no corpo docente. O reitor, Alencar de Melo Proença, está na Austrália. Fernando Costa, diretor da faculdade de medicina, não foi localizado.

O diretor da Faculdade de Medicina da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), Henrique Salvador, disse ter ficado surpreso com a notícia do descredenciamento do curso. Localizada em Presidente Prudente, a faculdade de medicina tem mil alunos e está ligada a um hospital universitário com 250 leitos.

"Eu desafio o ministro (Paulo Renato) a fazer uma intervenção aqui, que me tire do cargo, mas não feche a faculdade para não tirar o sono de mais de mil famílias", disse.

Segundo ele, "só foram feitos dois provões. Na primeira avaliação a nota foi E e no segundo a faculdade não tinha conhecimento da nota".

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