Coreografias marcam bailes de Carnaval em Ribeirão Preto (SP)
da Folha de S.Paulo, em Ribeirão PretoOs bailes de Carnaval dos clubes de Ribeirão Preto (314 km a norte de SP) adotaram coreografias de músicas típicas de Salvador para embalar a noite dos foliões da cidade. O funk da "Eguinha Pocotó" na versão carnavalesca também animou as brincadeiras.
No Carnaval do clube Regatas, por exemplo, a influência nordestina começava na banda Madeireira, que contava, entre os membros do grupo, com dançarinos de origem baiana.
Os cerca de 4.000 foliões que estiveram no baile do clube anteontem aprovaram a idéia do Carnaval ser animado por músicas atuais, principalmente o axé.
"É o som do momento, que todos conhecem, independentemente da idade. Além disso, é divertido, já que o salão inteiro se confraterniza dançando e seguindo as coreografias dos dançarinos", disse Soraia Aparecida Mulati, 33.
Coreografias como a "dança da bundinha" e a "dança da palminha" agitaram não só as mulheres, mas também toda a ala masculina que acompanhava e mostrava habilidade ao executar as performances.
Com presença basicamente familiar, tradição do clube, o baile do Regatas, mesmo tendo como destaque as músicas baianas, não deixou de executar nos intervalos da banda as tradicionais marchinhas de Carnaval que marcaram uma geração de foliões.
"É uma pena que as marchinhas não são mais uma prioridade nos bailes. Acho que deveria haver uma mescla maior", disse o representante de vendas Carlos Eduardo Fornari, 43, que estava acompanhado da família.
O Regatas também reservou um ambiente onde uma banda executava canções românticas para as pessoas que não se adequavam ao estilo de música que foi mantido durante quase todo o baile. "Quem não sabe fazer coreografias fica relembrando os velhos e bons tempos", disse Valdir Souza Carvalho.
No Palestra, onde o tema no Carnaval era o resgate dos tempos das marchinhas, em uma homenagem ao rádio, as coreografias também prevaleceram.
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