09/08/2000
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15h35
A Denem (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina) alega que o MEC "usa" o fechamento de faculdades para tentar desmoralizar as avaliações institucionais alternativas ao provão.
A entidade criticou o pedido de descredenciamento dos cursos de medicina da Universidade Católica de Pelotas (RS), da Universidade do Oeste Paulista, em Presidente Prudente (SP), e do Centro de Ensino Superior de Valença (RJ).
Na opinião de Hêider Aurélio Pinto, diretor da entidade, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, escolheu esta quarta-feira (9) para divulgar o nome dos três cursos com o intuito de "esvaziar" o lançamento da terceira fase da avaliação da Cinaem (Comissão Interinstitucional Nacional de Avaliação do Ensino Médico), que ocorre paralelamente ao provão. "Tinhamos uma reunião no MEC que foi desmarcada", diz.
A Cinaem, que reúne associações de médicos, docentes, estudantes e conselhos de medicina, já realizou exames feitos em duas etapas, que tiveram a participação de 50 das 84 faculdades de medicina do país.
Para exigir a substituição do provão pela avaliação da Cinaem, a Denem convocou um boicote nacional ao provão neste ano, que acabou tendo baixa adesão. Segundo o MEC, apenas 0,6% dos estudantes de medicina entregaram a prova em branco.
A terceira fase da Cinaem, lançada nesta terça, em Brasília, tem como objetivo criar um padrão de escola de medicina para orientar mudanças nas faculdades que obtiveram conceitos ruins.
As duas fases anteriores foram as de avaliação das instituições e dos alunos. As notas, ao contrário do provão, são divulgadas apenas para as próprias faculdades.
"Nós somos a favor da avaliação e achamos que ela tem de ter consequências, mas achamos que o provão não dá conta disso", diz Hêider. Entre as principais reclamações da Denem estão a elaboração do ranking de faculdades e a falta de avaliação prática para os estudantes.
Para Hêider, o fechamento dos cursos é uma "medida drástica que tem de ser tomada com mais critério" porque prejudica os estudantes das faculdades.
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MEC quer "esvaziar" avaliações alternativas ao provão, diz estudante
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da Folha OnlineA Denem (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina) alega que o MEC "usa" o fechamento de faculdades para tentar desmoralizar as avaliações institucionais alternativas ao provão.
A entidade criticou o pedido de descredenciamento dos cursos de medicina da Universidade Católica de Pelotas (RS), da Universidade do Oeste Paulista, em Presidente Prudente (SP), e do Centro de Ensino Superior de Valença (RJ).
Na opinião de Hêider Aurélio Pinto, diretor da entidade, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, escolheu esta quarta-feira (9) para divulgar o nome dos três cursos com o intuito de "esvaziar" o lançamento da terceira fase da avaliação da Cinaem (Comissão Interinstitucional Nacional de Avaliação do Ensino Médico), que ocorre paralelamente ao provão. "Tinhamos uma reunião no MEC que foi desmarcada", diz.
A Cinaem, que reúne associações de médicos, docentes, estudantes e conselhos de medicina, já realizou exames feitos em duas etapas, que tiveram a participação de 50 das 84 faculdades de medicina do país.
Para exigir a substituição do provão pela avaliação da Cinaem, a Denem convocou um boicote nacional ao provão neste ano, que acabou tendo baixa adesão. Segundo o MEC, apenas 0,6% dos estudantes de medicina entregaram a prova em branco.
A terceira fase da Cinaem, lançada nesta terça, em Brasília, tem como objetivo criar um padrão de escola de medicina para orientar mudanças nas faculdades que obtiveram conceitos ruins.
As duas fases anteriores foram as de avaliação das instituições e dos alunos. As notas, ao contrário do provão, são divulgadas apenas para as próprias faculdades.
"Nós somos a favor da avaliação e achamos que ela tem de ter consequências, mas achamos que o provão não dá conta disso", diz Hêider. Entre as principais reclamações da Denem estão a elaboração do ranking de faculdades e a falta de avaliação prática para os estudantes.
Para Hêider, o fechamento dos cursos é uma "medida drástica que tem de ser tomada com mais critério" porque prejudica os estudantes das faculdades.
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