09/08/2000
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19h43
da Folha de s.Paulo, em Brasília
Entre 79 cursos de medicina do país, apenas 4 _ todos eles públicos _ receberam do Ministério da Educação conceito "muito bom" na avaliação das suas instalações, na organização pedagógica e no corpo docente.
As universidades federais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, a Unicamp e a USP foram as que obtiveram os melhores conceitos na Avaliação das Condições de Oferta de Cursos, divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Ministério da Educação.
A avaliação, que é feita por comissões de especialistas que visitam cada um dos cursos que já passaram pelo Exame Nacional de Cursos, o provão, analisa pontos como o currículo, a formação dos professores, a qualidade de bibliotecas e laboratórios.
Os conceitos das condições de ofertas, junto com as notas obtidas pelas faculdades no provão, determinam se um curso terá, ou não, sua autorização para funcionar renovada pelo Conselho Nacional de Educação.
Três cursos de medicina que receberam dois conceitos insuficientes na avaliação e notas D ou E no provão poderão perder essa autorização. Eles pertencem à Universidade Católica de Pelotas (RS), ao Centro de Ensino Superior de Valença (RJ) e à Universidade Oeste Paulista (SP).
Outros cinco cursos escaparam do processo de descredenciamento este ano. Centro Universitário Lusíada (SP), Universidade de Mogi das Cruzes, Escola de Medicina Souza Marques (RJ), Universidade Nova Iguaçu (RJ) e Universidade Severino Sombra (RJ) tiraram conceitos D e E no provão de medicina de 99, e um conceito "insuficiente" na avaliação.
Por isso, o ministério decidiu recomendar ao Conselho Nacional de Educação que renove a permissão por apenas um ano. "A intenção é que neste ano eles melhorem suas condições", explicou o ministro Paulo Renato Souza (Educação). Em um ano, uma nova avaliação será feita. Aqueles que não apresentarem uma melhora, poderão entrar no processo de descredenciamento.
O relatório do MEC mostra que as instituições federais e estaduais de ensino constituem a maior parte das escolas que oferecem ensino de qualidade.
Um dos maiores problemas apontados é a formação de professores nas escolas particulares: 40% dos cursos foram avaliados como insuficientes nesse quesito.
"De um modo geral, constatamos falta de preparo dos professores, instalações precárias e baixa oferta de ensino em hospitais", disse Regina Stella, da comissão de avaliação e presidente da Cinaem (Comissão Interinstitucional Nacional de Avaliação do Ensino Médico), que apresentou nesta quarta um projeto de reforma do ensino médico no país.
Confira a situação dos cursos
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Somente quatro cursos de medicina são considerados "muito bons"
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LISANDRA PARAGUASSUda Folha de s.Paulo, em Brasília
Entre 79 cursos de medicina do país, apenas 4 _ todos eles públicos _ receberam do Ministério da Educação conceito "muito bom" na avaliação das suas instalações, na organização pedagógica e no corpo docente.
As universidades federais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, a Unicamp e a USP foram as que obtiveram os melhores conceitos na Avaliação das Condições de Oferta de Cursos, divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Ministério da Educação.
A avaliação, que é feita por comissões de especialistas que visitam cada um dos cursos que já passaram pelo Exame Nacional de Cursos, o provão, analisa pontos como o currículo, a formação dos professores, a qualidade de bibliotecas e laboratórios.
Os conceitos das condições de ofertas, junto com as notas obtidas pelas faculdades no provão, determinam se um curso terá, ou não, sua autorização para funcionar renovada pelo Conselho Nacional de Educação.
Três cursos de medicina que receberam dois conceitos insuficientes na avaliação e notas D ou E no provão poderão perder essa autorização. Eles pertencem à Universidade Católica de Pelotas (RS), ao Centro de Ensino Superior de Valença (RJ) e à Universidade Oeste Paulista (SP).
Outros cinco cursos escaparam do processo de descredenciamento este ano. Centro Universitário Lusíada (SP), Universidade de Mogi das Cruzes, Escola de Medicina Souza Marques (RJ), Universidade Nova Iguaçu (RJ) e Universidade Severino Sombra (RJ) tiraram conceitos D e E no provão de medicina de 99, e um conceito "insuficiente" na avaliação.
Por isso, o ministério decidiu recomendar ao Conselho Nacional de Educação que renove a permissão por apenas um ano. "A intenção é que neste ano eles melhorem suas condições", explicou o ministro Paulo Renato Souza (Educação). Em um ano, uma nova avaliação será feita. Aqueles que não apresentarem uma melhora, poderão entrar no processo de descredenciamento.
O relatório do MEC mostra que as instituições federais e estaduais de ensino constituem a maior parte das escolas que oferecem ensino de qualidade.
Um dos maiores problemas apontados é a formação de professores nas escolas particulares: 40% dos cursos foram avaliados como insuficientes nesse quesito.
"De um modo geral, constatamos falta de preparo dos professores, instalações precárias e baixa oferta de ensino em hospitais", disse Regina Stella, da comissão de avaliação e presidente da Cinaem (Comissão Interinstitucional Nacional de Avaliação do Ensino Médico), que apresentou nesta quarta um projeto de reforma do ensino médico no país.
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