10/08/2000
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12h17
Os alunos da Faculdade de Medicina da Unoeste, que teve o descredenciamento pedido pelo MEC (Ministério da Educação), temem que o governo não consiga providenciar a transferência dos estudantes para outras faculdades, no caso da instituição ser fechada.
A Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), de Presidente Prudente (SP), é uma das três que têm o curso de medicina ameaçado de fechamento ainda neste ano, ao lado do Centro de Ensino Superior de Valença (RJ) e da Universidade Católica de Pelotas. Todas elas foram reprovadas no provão e em avaliações internas realizadas pelo MEC.
Segundo o estudante Marcelo Paccola, membro do diretório acadêmico da Unoeste, o sentimento geral da faculdade é de decepção com o ministério, e não com a direção da faculdade. "Não houve nenhum aviso do MEC para o curso nem para os alunos", disse.
Marcelo afirma que o sentimento geral entre os colegas foi de surpresa com a decisão do MEC. "Sabemos que a faculdade tem condições de formar bons médicos. Foi uma manobra com interesses políticos", diz o aluno.
O maior temor demonstrado pelos estudantes é a incerteza sobre a transferência. "De onde vão tirar vagas nas universidades públicas, que já estão cheias?", pergunta.
Caso o descredenciamento venha a se confirmar, os alunos da Unoeste devem ter de mudar de cidade. A faculdade de medicina é a única de Presidente Prudente, e o outro curso mais próximo fica em Londrina (PR), a mais de 200 km.
O diretor da Faculdade de Medicina, Henrique Salvador, disse ter ficado surpreso com a notícia do descredenciamento do curso. Localizada em Presidente Prudente, a faculdade de medicina tem mil alunos e está ligada a um hospital universitário com 250 leitos.
"Eu desafio o ministro (Paulo Renato) a fazer uma intervenção aqui, que me tire do cargo, mas não feche a faculdade para não tirar o sono de mais de mil famílias", disse.
O pedido de descredenciamento das três faculdades está sendo avaliado pelo CNE (Conselho Nacional de Educação), e o resultado deve ser divulgado dentro de dois meses.
Em nota publicada nesta quarta-feira (10), o Ministério da Educação promete garantir a "transferência do estudante, em série ou período correspondente, em instituição da mesma natureza administrativa com bom desempenho nas avaliações do MEC", no caso de descredenciamento da instituição.
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Incerteza sobre transferência preocupa alunos de faculdade reprovada
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da Folha OnlineOs alunos da Faculdade de Medicina da Unoeste, que teve o descredenciamento pedido pelo MEC (Ministério da Educação), temem que o governo não consiga providenciar a transferência dos estudantes para outras faculdades, no caso da instituição ser fechada.
A Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), de Presidente Prudente (SP), é uma das três que têm o curso de medicina ameaçado de fechamento ainda neste ano, ao lado do Centro de Ensino Superior de Valença (RJ) e da Universidade Católica de Pelotas. Todas elas foram reprovadas no provão e em avaliações internas realizadas pelo MEC.
Segundo o estudante Marcelo Paccola, membro do diretório acadêmico da Unoeste, o sentimento geral da faculdade é de decepção com o ministério, e não com a direção da faculdade. "Não houve nenhum aviso do MEC para o curso nem para os alunos", disse.
Marcelo afirma que o sentimento geral entre os colegas foi de surpresa com a decisão do MEC. "Sabemos que a faculdade tem condições de formar bons médicos. Foi uma manobra com interesses políticos", diz o aluno.
O maior temor demonstrado pelos estudantes é a incerteza sobre a transferência. "De onde vão tirar vagas nas universidades públicas, que já estão cheias?", pergunta.
Caso o descredenciamento venha a se confirmar, os alunos da Unoeste devem ter de mudar de cidade. A faculdade de medicina é a única de Presidente Prudente, e o outro curso mais próximo fica em Londrina (PR), a mais de 200 km.
O diretor da Faculdade de Medicina, Henrique Salvador, disse ter ficado surpreso com a notícia do descredenciamento do curso. Localizada em Presidente Prudente, a faculdade de medicina tem mil alunos e está ligada a um hospital universitário com 250 leitos.
"Eu desafio o ministro (Paulo Renato) a fazer uma intervenção aqui, que me tire do cargo, mas não feche a faculdade para não tirar o sono de mais de mil famílias", disse.
O pedido de descredenciamento das três faculdades está sendo avaliado pelo CNE (Conselho Nacional de Educação), e o resultado deve ser divulgado dentro de dois meses.
Em nota publicada nesta quarta-feira (10), o Ministério da Educação promete garantir a "transferência do estudante, em série ou período correspondente, em instituição da mesma natureza administrativa com bom desempenho nas avaliações do MEC", no caso de descredenciamento da instituição.
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