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06/05/2010 - 18h59

Falta de água pode durar até domingo em Pernambuco; problema começou no último sábado

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GIULIANA MIRANDA
da Agência Folha

A Compesa (Companhia de Abastecimento de Pernambuco) alterou novamente a previsão para normalizar o fornecimento de água em Pernambuco --o prazo agora é domingo à noite. Mais de 1 milhão de pessoas foram afetadas desde o último sábado. A empresa já havia prometido resolver o problema duas vezes --para terça e quarta-feira.

Três cidades foram afetadas pelo desabastecimento, incluindo parte de Recife. O problema ocorre devido a uma rachadura de 1,5 metro de extensão que foi identificada na principal adutora do Estado. Segundo a Compesa, o abastecimento já começou a se normalizar para a maior parte desses moradores, mas a demanda reprimida está atrasando o processo em alguma regiões.

"Todos os serviços e operações já estão em funcionamento, mas a demanda em algumas áreas está tornando o retorno mais lento", afirmou o superintendente da Compesa Rômulo Aurélio. Segundo ele, os locais mais críticos são os bairros elevados.

A obra no Sistema Integrado Tapacurá/Duas Unas foi orçada em R$ 200 mil e 50 pessoas trabalharam no reparo da adutora, que tem 27 km de extensão e transporta 2.800 litros de água por segundo. Ela responde por 60% do abastecimento do Recife, 100% da cidade de Camaragibe e 26% de Jaboatão dos Guararapes.

De acordo com a Prefeitura de Camaragibe, onde o abastecimento foi totalmente interrompido, o fornecimento já se normalizou. No período em que a cidade ficou sem água, serviços essenciais e escolas públicas funcionaram graças ao envio de caminhões-pipa.

Em Recife, onde faltou água em 47 bairros, ainda não existem números oficiais sobre a volta do abastecimento, mas a Compesa (Companhia de Abastecimento de Pernambuco) estima que tudo esteja normalizado em até três dias.

Em Pernambuco, porém, fornecimento normalizado não significa ter água na torneira todos os dias. O Estado enfrenta há mais de 20 anos um sistema de racionamento em que, dependendo da região, é normal não ter água por até três dias na semana --inclusive na capital.

De acordo com a Compesa, aproximadamente 3,5 milhões de pessoas devem sair do racionamento até dezembro, quando entra em operação o Sistema Pirapama, que vai ampliar a capacidade de água em 5,13 mil litros de água por segundo.

 

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