Fitas da Estácio de Sá foram adulteradas, diz polícia do Rio
da Folha OnlineFitas do circuito de segurança da Universidade Estácio de Sá, que podem ajudar a polícia a esclarecer a origem do tiro que feriu uma estudante, no dia 5, foram adulteradas, segundo o chefe da Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins.
Lins afirma que gravações de duas das 16 fitas entregues pela universidade à polícia apresentam adulterações "grosseiras", que excluem o momento do crime.
Segundo ele, as câmeras gravam imagens a cada cinco minutos. As câmeras 10 e 12, no momento do tiroteio, repetem imagens anteriores.
A direção da Estácio de Sá afirma que não recebeu comunicação oficial da polícia sobre a fraude e que a explicação sobre as fitas cabe às empresas de segurança que prestam serviço para a universidade.
Prazo
O secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, estabeleceu hoje prazo de 24 horas para que as duas fitas sejam entregues para a polícia sem os cortes nas imagens.
"Se nesse prazo a universidade não entregar as fitas, iremos tomar as medidas judiciais cabíveis", afirmou.
Perícia
A polícia do Rio realizou ontem a reconstituição do crime. O resultado deve sair até o final da semana. A ele serão anexados o laudo das imagens gravadas pelo circuito interno de TV da universidade e o exame do impacto da bala no rosto da estudante Luciana Gonçalves de Novaes, 19.
O faxineiro Jonson Wagner Fonseca de Campos, 25, afirma ser a pessoa que aparece numa das fitas do circuito de segurança e que foi apontada como o suposto responsável pelo tiro que feriu a estudante.
Campos disse ontem à polícia que, no momento do tiroteio, saía do almoxarifado segurando três vassouras no ombro. Na imagem, ele aparece segurando um objeto que poderia ser um fuzil, de acordo com a polícia.
Leia mais

