Veja cronologia sobre o caso Celobar
da Folha Onlineda Folha de S.Paulo
O medicamento, utilizado para destacar órgãos em exames radiológicos, pode ter causado a morte de pelo menos 21 pessoas no país. Sua matéria-prima é o sulfato de bário.
No entanto, análise preliminar da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) aponta a presença de carbonato de bário no lote 3040068, distribuído em diversos Estados pelo laboratório Enila, do Rio de Janeiro. O carbonato de bário é utilizado em venenos para rato.
Veja a cronologia do caso:
16 de abril - Boletim de controle analítico do laboratório libera o lote 3040068.
22 de maio - O Enila expede laudo microbiológico que aponta suposta contaminação bacteriana
24 de maio - Até essa data, ao menos cinco pessoas haviam morrido em Goiânia após tomar Celobar
26 de maio - O Enila publica anúncio de pé de página no jornal "O Globo" informando que o lote poderia causar diarréia, vômito e dor abdominal
27 de maio - A Vigilância Sanitária de Goiás, após ser informada de suspeita pelo IML, alerta a Anvisa sobre as mortes
28 de maio - A Anvisa interdita o Enila e suspende o medicamento
2 de junho - Em vistoria no laboratório, a Vigilância Sanitária verifica que a indústria comprou 600 kg de um produto de uso não-farmacêutico, o carbonato de bário, que deu entrada na fábrica em novembro de 2002
3 de junho - O Enila informa que os 600 kg de carbonato de bário foram usados para sintetizar 595 kg de sulfato de bário, matéria-prima do Celobar, que teriam sido descartados. Não é apresentada prova do descarte
6 de junho - A Fiocruz divulga laudo em que informa que havia grande quantidade de carbonato de bário no lote
7 de junho - O Enila diz que o material obtido a partir da tentativa de transformação teria sido descartado na rede de esgoto
9 de junho - O diretor-presidente do Enila, Márcio D'Icarahy, diz à polícia que o químico "deve ter esquecido" de lavar os equipamentos em que o carbonato de bário foi processado. O químico Antônio Carlos Fonseca admite a possibilidade de ter usado um equipamento sujo
10 de junho - O delegado que apura o caso, Renato Nunes, diz não acreditar nas primeiras versões dadas pelo diretor-presidente e pelo químico e afirma que muitas investigações ainda serão feitas


