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Cotidiano
17/06/2003 - 16h46

Alckmin afirma que greve do metrô de SP é descabida

da Folha Online

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) considerou "descabida" a paralisação dos metroviários de São Paulo. A greve da categoria começou à 0h desta terça-feira.

Segundo Alckmin, os metroviários não estão cumprindo a determinação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que estabeleceu, ontem, a circulação de 80% dos trens nos horários de menor movimento e de 100% nos horários de pico.

"O governo é firme na sua posição. Vamos ter o exato cumprimento da lei e a multa será de R$ 200 mil por dia, pois estão descumprindo a decisão judicial", afirmou, durante entrevista em Jaguariúna (134 km a norte de São Paulo).

Reajuste salarial

Os metroviários anunciaram uma paralisação de 24 horas. Eles querem reajuste salarial de 18,13%, como determinou o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) em 29 de maio.

A Companhia do Metropolitano afirmou que não dará o aumento porque o reajuste comprometeria 82% da receita com a folha de pagamento. A empresa recorreu ao TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília.

Nesta tarde, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) fará uma audiência de conciliação com representantes do sindicato dos metroviários e do Metrô. No final da tarde, os funcionários fazem assembléia para avaliar a paralisação e decidir se o movimento continuará.

O metrô transporta cerca de 2,6 milhões de passageiros por dia. Essa é a primeira greve da categoria neste ano.

Congestionamento

A greve provocou o segundo maior congestionamento do ano em São Paulo. Às 9h30 a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 122 km de vias com problemas. O recorde no período da manhã é de 123 km, ocorrido às 8h30 de 8 de abril, por causa da greve de ônibus.

O rodízio de veículos, a zona azul e a faixa solidária --montada em pista sentido contrário, para veículos com mais de um ocupante-- foram liberados. Mesmo quem está sozinho no carro pode usar a faixa solidária.

Já as faixas exclusivas e os corredores de ônibus não podem ser utilizados por carros e motos, assim como o estacionamento na rua onde há placas alertando sobre a proibição.

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