Sem metrô, passageiros causam tumulto e quebram catracas da CPTM
LÍVIA MARRAda Folha Online
A greve dos metroviários, iniciada à 0h de hoje em São Paulo, causou problemas para o trânsito e irritação nos passageiros. No início da noite, duas catracas da estação Luz da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) foram quebradas. A Polícia Militar foi acionada e o acesso à estação passou a ser controlado.
Segundo a CPTM, a estação não tem capacidade para atender o excesso de passageiros, apesar de toda a frota da linha estar em operação: 13 trens na linha D e dez na linha A. A Luz fica na linha D (Luz-Rio Grande da Serra) e dá acesso à linha A (Brás-Francisco Morato).
O tumulto começou por volta das 18h. Aproximadamente 20 mil pessoas passam pela Luz em dias normais. O volume de passageiros é maior hoje por causa da greve dos metroviários.
Para evitar incidentes, a CPTM restringiu a entrada na estação. O período de pico, que geralmente vai das 17h às 20h30, será ampliado para atender os passageiros.
Alternativas
M. Bergamo/Folha Imagem![]() Metrô transporta 2,6 milhões de pessoas por dia |
O trânsito ficou comprometido. A greve causou o 2º maior índice de congestionamento do ano no período da manhã. Às 9h30, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 122 km de vias com problemas. Um quilômetro a menos do recorde, ocorrido em 8 de abril por causa da greve de ônibus.
Quem utiliza o sistema de ônibus também sentiu os reflexos da greve. De acordo com a SPTrans, não foram registrados incidentes, apesar dos problemas.
O rodízio de veículos foi suspenso, o que contribuiu para o aumento do número de carros nas ruas. A CET liberou também a zona azul e a faixa solidária --montada em pista sentido contrário, para veículos com mais de um ocupante. Mesmo quem está sozinho no carro pode usar a faixa solidária. Faixas exclusivas e os corredores de ônibus, porém, não foram liberados para a circulação de carros e motos.
Greve
Os metroviários reivindicam reajuste salarial de 18,13%, conforme determinação do TRT em 29 de maio. A Companhia do Metropolitano se recusou a conceder aumento e recorreu da decisão da Justiça regional ao TST.
Na noite de ontem, em assembléia, os metroviários decidiram realizar uma paralisação de 24 horas, a partir da 0h desta terça-feira. Nesta noite, a categoria decide se a paralisação continua.
Representantes do Metrô e do sindicato dos funcionários se reuniram hoje no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), mas não chegaram a um acordo. Uma audiência está marcada para ocorrer amanhã no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília.
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