16/08/2000
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21h44
As principais drogarias de São Paulo mantiveram os preços dos medicamentos abaixo da tabela após o acordo assinado entre indústria e governo, que prevê o congelamento até o final do ano dos valores de 1º de junho.
A Folha verificou a oferta de 30 marcas, entre as mais vendidas, de acordo com a ABCFarma (Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico).
Todas podem ser encontradas em alguma das três maiores redes com descontos que variam de 5% a 30%. Juntas, Drogasil, Drogaria São Paulo e Droga Raia têm 400 lojas no Estado.
Os preços cobrados no balcão também estão em média 10% mais baixos em comparação com o mês anterior. As drogarias dizem que a redução ocorreu em razão da concorrência, e não por causa da negociação entre laboratórios e governo.
"Isso é resultado de um mercado nervoso. Aquele acordo foi mais político do que prático. Não deve mudar nada para o consumidor", afirma Ronaldo José Neves, diretor-superintendente da Drogaria São Paulo.
A tabela congelada traz o preço máximo que as farmácias podem cobrar no balcão. Como a maioria já oferecia desconto, esses valores ainda podem subir se as promoções acabarem. Nesse caso, o acordo não estará sendo descumprido, mas o consumidor estará pagando mais caro.
As farmácias dizem, porém, que a tendência é manter as promoções, desde que os laboratórios respeitem a margem de lucro repassada ao varejo.
"Se o laboratório não subir, não vamos mexer. Para nós, se ficasse dois anos congelado seria melhor. Aumentar seria um enfrentamento com a população", diz Francisco Deusmar Queirós, presidente do conselho da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias).
Na Droga Raia, o desconto mínimo oferecido para quem se cadastra no programa de fidelidade subiu anteontem de 8% para 10%. Todo cliente pode se cadastrar gratuitamente. As vendas feitas com o cartão Raia (do programa de fidelidade) correspondem a 80% do total da rede.
"Esse desconto vale para todos os remédios. Em alguns casos, pode chegar a 30%.", afirma Antonio Carlos Pipponzi, diretor-superintendente da Droga Raia.
A Drogaria São Paulo também está oferecendo pelo menos 5% de desconto em todos os medicamentos. "Essa política começou em 1º de agosto. Antes, tínhamos desconto apenas para alguns", diz Ronaldo José Neves.
A Drogasil foi a única das três maiores redes paulistas que não diminuiu o preço de tabela de todos os remédios. Dos 30 medicamentos pesquisados, 6 tiveram seus valores reduzidos. "Temos mais de 500 medicamentos com descontos especiais", afirma Antonio Carlos de Freitas, diretor comercial da empresa.
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Drogarias de SP mantêm preços abaixo da tabela
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da Folha de S.PauloAs principais drogarias de São Paulo mantiveram os preços dos medicamentos abaixo da tabela após o acordo assinado entre indústria e governo, que prevê o congelamento até o final do ano dos valores de 1º de junho.
A Folha verificou a oferta de 30 marcas, entre as mais vendidas, de acordo com a ABCFarma (Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico).
Todas podem ser encontradas em alguma das três maiores redes com descontos que variam de 5% a 30%. Juntas, Drogasil, Drogaria São Paulo e Droga Raia têm 400 lojas no Estado.
Os preços cobrados no balcão também estão em média 10% mais baixos em comparação com o mês anterior. As drogarias dizem que a redução ocorreu em razão da concorrência, e não por causa da negociação entre laboratórios e governo.
"Isso é resultado de um mercado nervoso. Aquele acordo foi mais político do que prático. Não deve mudar nada para o consumidor", afirma Ronaldo José Neves, diretor-superintendente da Drogaria São Paulo.
A tabela congelada traz o preço máximo que as farmácias podem cobrar no balcão. Como a maioria já oferecia desconto, esses valores ainda podem subir se as promoções acabarem. Nesse caso, o acordo não estará sendo descumprido, mas o consumidor estará pagando mais caro.
As farmácias dizem, porém, que a tendência é manter as promoções, desde que os laboratórios respeitem a margem de lucro repassada ao varejo.
"Se o laboratório não subir, não vamos mexer. Para nós, se ficasse dois anos congelado seria melhor. Aumentar seria um enfrentamento com a população", diz Francisco Deusmar Queirós, presidente do conselho da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias).
Na Droga Raia, o desconto mínimo oferecido para quem se cadastra no programa de fidelidade subiu anteontem de 8% para 10%. Todo cliente pode se cadastrar gratuitamente. As vendas feitas com o cartão Raia (do programa de fidelidade) correspondem a 80% do total da rede.
"Esse desconto vale para todos os remédios. Em alguns casos, pode chegar a 30%.", afirma Antonio Carlos Pipponzi, diretor-superintendente da Droga Raia.
A Drogaria São Paulo também está oferecendo pelo menos 5% de desconto em todos os medicamentos. "Essa política começou em 1º de agosto. Antes, tínhamos desconto apenas para alguns", diz Ronaldo José Neves.
A Drogasil foi a única das três maiores redes paulistas que não diminuiu o preço de tabela de todos os remédios. Dos 30 medicamentos pesquisados, 6 tiveram seus valores reduzidos. "Temos mais de 500 medicamentos com descontos especiais", afirma Antonio Carlos de Freitas, diretor comercial da empresa.
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