17/08/2000
-
15h20
da Folha Online
O diretor do Centro de Justiça Global, James Cavallaro, ex-diretor do Human Rights no Brasil, disse que a morte dos cerca de 12 presos no Centro de Custódia da Penitenciária de Papuda, no Distrito Federal, em Brasília, precisa ser apurada com cautela.
Segundo Cavallaro, se ficar comprovada que a negligência do estado provocou a morte dos presos, o Centro de Justiça Global irá denunciar o Brasil para a Anistia Internacional e para OEA (Organização dos Estados Americanos).
"Tudo irá depender da apuração. Infelizmente, casos de vingança e morte dentro do sistema penitenciário são comuns no Brasil. Se ficar provado, no entanto, que o deputado Hildebrando participou de alguma forma na morte destas 12 pessoas, o Estado será acusado de negligência. Mas ainda é cedo para tirar conclusões", disse.
Cavallaro lembrou que existem regras dentro das prisões feitas pelos próprios detentos. "Por isso, também é bem possível que os outros presos tenham matado o preso que traficava droga porque deviam dinheiro a ele. Já vi gente matar na cadeia por dívida de R$ 5", disse.
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Centro de Justiça Global pode denunciar Brasil no caso de Papuda
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O diretor do Centro de Justiça Global, James Cavallaro, ex-diretor do Human Rights no Brasil, disse que a morte dos cerca de 12 presos no Centro de Custódia da Penitenciária de Papuda, no Distrito Federal, em Brasília, precisa ser apurada com cautela.
Segundo Cavallaro, se ficar comprovada que a negligência do estado provocou a morte dos presos, o Centro de Justiça Global irá denunciar o Brasil para a Anistia Internacional e para OEA (Organização dos Estados Americanos).
"Tudo irá depender da apuração. Infelizmente, casos de vingança e morte dentro do sistema penitenciário são comuns no Brasil. Se ficar provado, no entanto, que o deputado Hildebrando participou de alguma forma na morte destas 12 pessoas, o Estado será acusado de negligência. Mas ainda é cedo para tirar conclusões", disse.
Cavallaro lembrou que existem regras dentro das prisões feitas pelos próprios detentos. "Por isso, também é bem possível que os outros presos tenham matado o preso que traficava droga porque deviam dinheiro a ele. Já vi gente matar na cadeia por dívida de R$ 5", disse.
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