17/08/2000
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18h22
Coordenador de Cidades da Folha Online
Traficantes impõem toque de recolher em um bairro de São Bernardo, avião é sequestrado e assaltado em pleno vôo no Paraná, presos são mortos queimados em Brasília, chacinas em São Paulo matam cinco, sete... E por aí vai.
A violência neste país tupiniquim está no limite, generalizada, banalizada, insuportável. A ponto de o ministro do Gabinete da Segurança Institucional da Presidência da República, general Alberto Cardoso, afirmar que "estamos chegando a um ponto de não-retorno".
E mais. Segundo ele, ou se ataca logo o problema ou vai se "chegar a um ponto que é melhor desistir".
Desistir?. E nós, como ficamos???? Pelo menos alguém em Brasília reconheceu, publicamente, que a coisa não vai bem. Não sei se adianta, mas, enfim...
É lógico que é necessário também que a população se mobilize. De verdade, com vontade. Recentemente houve essa chance, com o movimento "Basta! Eu quero paz". Mas, infelizmente, foi um fracasso que não chegou a reunir 20 mil pessoas em todo o país.
E o pior. A propaganda eleitoral no rádio e na TV começou. E os oportunistas de ocasião despejam discursos inflamados: "que assim não dá, fulano de tal é segurança, que com sicrano a Rota vai estar nas ruas, blablablá".
OK. O problema é bastante sério, mas vamos poupar os ouvidos da população. Não dá mais para aceitar ser massa de manobra de gente que, assim que eleita, faz questão de ignorar completamente o que prometeu.
OK. O problema é bastante sério, mas também não dá para acreditar que ainda tem gente com a coragem de dizer que a população está insegura porque a imprensa cria um clima de terror.
Só que, ao contrário do que pensa o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Marco Vinicio Petrelluzzi, nunca soube que uma caneta e a verdade pudessem matar, assaltar, sequestrar, estuprar... Esconder da população o que está acontecendo à sua volta não vai diminuir os índices de criminalidade.
Estão atingindo o limite da insensatez.
E-mail: crispimalves@uol.com.br
Clique aqui para ler mais notícias sobre os presos mortos no presídio da Papuda na Folha Online
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Depois do caso do ônibus 174, qual seria a melhor solução para evitar cenas como aquelas? Vote
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Análise: No limite
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CRISPIM ALVESCoordenador de Cidades da Folha Online
Traficantes impõem toque de recolher em um bairro de São Bernardo, avião é sequestrado e assaltado em pleno vôo no Paraná, presos são mortos queimados em Brasília, chacinas em São Paulo matam cinco, sete... E por aí vai.
A violência neste país tupiniquim está no limite, generalizada, banalizada, insuportável. A ponto de o ministro do Gabinete da Segurança Institucional da Presidência da República, general Alberto Cardoso, afirmar que "estamos chegando a um ponto de não-retorno".
E mais. Segundo ele, ou se ataca logo o problema ou vai se "chegar a um ponto que é melhor desistir".
Desistir?. E nós, como ficamos???? Pelo menos alguém em Brasília reconheceu, publicamente, que a coisa não vai bem. Não sei se adianta, mas, enfim...
É lógico que é necessário também que a população se mobilize. De verdade, com vontade. Recentemente houve essa chance, com o movimento "Basta! Eu quero paz". Mas, infelizmente, foi um fracasso que não chegou a reunir 20 mil pessoas em todo o país.
E o pior. A propaganda eleitoral no rádio e na TV começou. E os oportunistas de ocasião despejam discursos inflamados: "que assim não dá, fulano de tal é segurança, que com sicrano a Rota vai estar nas ruas, blablablá".
OK. O problema é bastante sério, mas vamos poupar os ouvidos da população. Não dá mais para aceitar ser massa de manobra de gente que, assim que eleita, faz questão de ignorar completamente o que prometeu.
OK. O problema é bastante sério, mas também não dá para acreditar que ainda tem gente com a coragem de dizer que a população está insegura porque a imprensa cria um clima de terror.
Só que, ao contrário do que pensa o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Marco Vinicio Petrelluzzi, nunca soube que uma caneta e a verdade pudessem matar, assaltar, sequestrar, estuprar... Esconder da população o que está acontecendo à sua volta não vai diminuir os índices de criminalidade.
Estão atingindo o limite da insensatez.
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