Acusada de matar empresário em Moema é presa "por Sedex"
da Folha OnlineA garota de programa Cristiane Rodrigues da Silva, 25, acusada de matar com um amigo o empresário Carlos Franco de Vasconcelos, 53, em Moema, zona sul de São Paulo, foi presa por policiais do DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa) "por Sedex."
Cristiane foi detida por policiais da equipe C-Sul que estavam disfarçados de carteiros. Ao receber a "encomenda" do Sedex, a acusada foi surpreendida, na verdade, por um mandado de prisão.
O empresário, dono da Araguaia Construtora Brasileira de Rodovias SA foi assassinado em seu apartamento, na tarde do último dia 5, em Moema. O corpo foi encontrado dois dias depois. Ele foi agredido e teve o pescoço cortado.
Segundo o delegado Alvim Spínola de Castro, a polícia identificou os criminosos após investigar as pessoas que haviam mantido contato com o empresário antes do crime. Cristiane e o garoto de programa Renato dos Santos Pavan, 26 --que já ficou preso na Casa de Detenção por roubo-- foram vistos pelo porteiro entrando no prédio da vítima, na avenida Jandira, horas antes do assassinato.
Disfarce
Cristiane teve a prisão decretada pela polícia. Homens do DHPP se disfarçaram de funcionários dos Correios e tentaram entregar um pacote por Sedex --serviço de encomenda expressa-- para a acusada.
Como não encontraram Cristiane em casa durante dias, os policiais deixaram um recado com vizinhos: disseram que ela precisava ligar para os Correios para receber uma encomenda e assinar o recibo. O número do telefone era da polícia.
A acusada ligou e disse que estaria em casa na manhã de ontem. Policiais encontraram Cristiane na residência, na praça Antero Ferreira Brito, em Pirituba, zona norte, e prenderam a acusada.
Roubo
A garota de programa disse à polícia que o empresário foi morto após uma discussão no apartamento. Após o assassinato, ela e seu amigo roubaram de Vasconcelos R$ 50 mil em jóias.
Segundo a polícia, a garota e o empresário se conheceram há cerca de um mês em um grupo de narcóticos anônimos. O outro acusado da morte continua foragido.
O delegado Castro, da equipe C-Sul, falará sobre o caso nesta tarde no DHPP.

