Menino morre durante protesto contra aumento de passagem na BA
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da Folha Onlineda Agência Folha
Um menino morreu na tarde de hoje após ser atropelado por um ônibus na região do shopping Iguatemi, em Salvador (BA), durante um protesto de estudantes secundaristas contra o reajuste da tarifa básica do transporte coletivo.
Segundo as primeiras informações, o estudante identificado como M.C.J., 13, andava de bicicleta no meio da rua, já que o trânsito estava praticamente parado por causa do protesto. Porém, um ônibus que trafegava no local o atingiu. Ele foi levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ainda não se sabe se ele participava da manifestação.
O motorista do ônibus fugiu após o acidente.
O protesto leva o caos à capital baiana com vários transtornos aos moradores, além de engarrafamentos nas ruas. Segundo a Polícia Militar, cerca de 3.000 estudantes participam dos protestos. Eles estariam tomando as ruas após o horário de aula. Cerca de mil policiais acompanham as manifestações.
Os primeiros atos de insatisfação contra o reajuste da tarifa básica --de R$ 1,30 para R$ 1,50-- começaram anteontem, um dia depois de o aumento entrar em vigor. No entanto, o movimento ganhou força, com a adesão de estudantes de escolas particulares e universitários.
Primeiro dia
Ontem os estudantes já haviam realizado um protesto que durou todo o dia. A manifestação começou às 9h, quando cerca de 15 mil estudantes, de acordo com a PM, promoveram um "arrastão" simultâneo em vários pontos da cidade, interditando as principais ruas e avenidas.
Sem um "plano de ação" definido, os estudantes alternavam longas e lentas caminhadas nas avenidas de maior fluxo com medidas mais radicais para impedir a passagem dos veículos --colocavam pedras nas ruas e ficavam sentados ou deitados no meio da pista, sob um calor de 31º C.
Bairros localizados na periferia, onde está a maior parte das 22 empresas que operam o sistema de transporte coletivo da capital baiana, também foram 'ocupados' pelos estudantes. Temendo o aumento da confusão, muitos comerciantes mantiveram os seus estabelecimentos fechados.
Apesar de ter divulgado uma nota informando que não aceitaria que os protestos impedissem o direito de liberdade dos cidadãos, a PM apenas acompanhou a manifestação estudantil.

