Idosos devem cobrar os seus direitos, diz geriatra
Publicidade
LUCIANA ARARIPEda Folha Online
De acordo com o médico geriatra do Hospital das Clínicas e coordenador da área temática de Saúde do Idoso da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Sérgio Márcio Pacheco Paschoal, 50, o estatuto vai ajudar a sociedade a respeitar mais as pessoas da terceira idade.
"Os próprios idosos farão com que o estatuto 'pegue' reconhecendo os seus direitos e cobrando por eles", diz.
"Se fala muito em direito do idoso, mas na prática é tudo mais complicado", disse João Ignácio Villas Boas, 73, presidente da União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil, entidade que representa 5.400 idosos em todo o país.
Para eles, será ótimo se o projeto de lei contribuir com a conscientização da população em relação aos direitos do idoso. "Se apenas com um direito que nós já temos, que é o transporte coletivo público gratuito, já é difícil ver a lei ser cumprida, imagina em relação ao restante", diz o aposentado.
"Conheço muitos casos de motoristas de ônibus que não param no ponto quando o idoso está sozinho para não levá-lo de graça", comentou.
Rio de Janeiro
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Rio de Janeiro é a capital que tem a maior proporção de idosos do país, com 12,8% da população total no município. Por outro lado, Palmas (TO) é a que possui a menor proporção, apenas 2,7% da sua população. Em termos absolutos, o Censo 2000 contou quase 1 milhão de idosos vivendo na capital paulista.
De acordo com o levantamento, 64,2% dos idosos são responsáveis pelo sustento da casa. "Espero que o estatuto venha de encontro com o que é de fato e de direito. Afinal, na hora de sustentar a casa, muitos de nós servimos", disse Villas Boas.
Leia mais


