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Cotidiano
07/11/2003 - 08h37

Líderes do PCC serão interrogados em São Paulo

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da Folha de S.Paulo
do Agora

A polícia irá transferir os presos Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, e Sandro Henrique da Silva Santos, o Gulu, do CRP (Centro de Readaptação Penitenciária) de Presidente Bernardes para São Paulo, onde serão ouvidos sobre os atentados.

Os dois apresentaram a lista de reivindicações do PCC à direção do presídio, no último dia 29, e as ameaças da facção, caso não fossem atendidos. A facção quer o relaxamento das regras do RDD (regime disciplinar diferenciado), a que estão submetidos seus principais líderes.

Pelo menos dois presos ligados à facção, que estariam articulando os ataques de dentro de penitenciárias com a ajuda de celulares, foram identificados pela polícia nos últimos dois dias.

Ontem, em entrevista à Rede Globo, o secretário da Segurança Pública do Estado, Saulo de Castro Abreu Filho, disse que as licenças dos policiais foram suspensas e que, na avaliação do governo, as investidas mostram o desespero dos criminosos. "Eu vejo como um último suspiro do guerreiro, como quem está perdendo a guerra", afirmou.

Prisão

Desde anteontem à noite, a Secretaria da Segurança Pública divulgou a prisão, na capital paulista, de 15 suspeitos. Porém 13 foram detidos com armas e não há provas ainda da ligação deles com os atentados recentes.

Desses, a polícia prendeu sete em uma casa no Jardim Brasil, na zona norte da capital, após uma denúncia anônima. No local, encontraram uma metralhadora, duas pistolas e maconha. Os detidos foram indiciados por porte ilegal de armas, tráfico de drogas e formação de quadrilha.

Porém, segundo o delegado João Lopes da Silva Neto, do 39º DP (Vila Gustavo), não há prova que os ligue aos atentados.

Outros seis foram detidos pela Polícia Militar na tarde de ontem, no Parque do Carmo (zona leste da capital). Com eles, os policiais encontraram um fuzil Rugger importado, com a inscrição "PCC", e três pistolas e apreenderam um carro que havia sido roubado minutos antes.

Os últimos dois foram presos com documentos falsos perto de um quartel da PM. Eles eram foragidos da Justiça.

Até agora, a polícia apresentou evidências de envolvimento nos ataques contra três homens detidos na terça-feira, em São Paulo, e apresentados anteontem.
 

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