SP transfere presos para conter violência; ataques chegam a 38
Publicidade
da Folha OnlineCom a transferência de cinco presos do Cadeião de Pinheiros para o presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes (589 km de SP), hoje pela manhã, a Secretaria de Segurança Pública tenta conter a onda de violência contra a Polícia Militar e a Guarda Civil. A medida também serve para evitar a realização de rebeliões em presídios do Estado neste final de semana.
De acordo com a secretaria, outros oito presos do Cadeião de Pinheiros devem ser transferidos ainda neste final de semana para presídios do interior de São Paulo. Segundo a polícia, os presos transferidos hoje seriam do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Em entrevista, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que pretende criar uma força-tarefa contra o crime organizado envolvendo Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo ele, 23 pessoas envolvidas nas ações já foram presas.
"Vou levar uma proposta de unir esforços. Já há uma troca de informações entre as polícias estadual e federal", disse Alckmin.
Ataques
Na madrugada de hoje, cinco novos atentados contra a polícia de São Paulo foram registrados, elevando para 38 o número de ataques desde o último domingo.
Na Baixada Santista foram registrados três ataques. Um contra uma base da Polícia Militar no 2º DP de São Vicente, que fica no bairro Cidade Náutica. Mais de 20 tiros foram disparados por homens que estavam em um Gol vermelho.
Mais tarde, em Santos, uma base militar da PM e a 5ª Cia do 6º Batalhão da PM, no bairro Campo Grande, foram atingidas por disparos. Ninguém ficou ferido na ação.
Em Barueri, um posto da Polícia Rodoviária Estadual, que fica no km 13,5 do Rodoanel, foi atacado por quatro homens em um Monza.
Em São José dos Campos, um posto da PM, no bairro Jardim Vista Verde, também sofreu ataque. Homens dentro de um Vectra prata dispararam contra a base e acabaram atingindo dois carros da polícia. Outro ataque foi registrado contra uma antiga base da PM, no bairro Jardim Morumbi. Segundo a PM, o prédio está abandonado e, apenas, a parte de trás é usada pela prefeitura.
Em Guarulhos, na Grande São Paulo, um grupo atirou para o alto em frente a uma base comunitária da 2ª Companhia do 31º Batalhão.

