Agência aplica multa recorde por causa de blecaute em Florianópolis
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da Folha de S.Paulo, em BrasíliaO apagão em Florianópolis, que deixou 135 mil pessoas sem luz por 53 horas, em outubro do ano passado, levou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a multar a distribuidora catarinense de energia em R$ 7,9 milhões.
É a maior multa já aplicada a uma distribuidora de energia elétrica no país. A estatal Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) vai recorrer.
O apagão atingiu a parte de Florianópolis que fica na ilha de Santa Catarina (85% da cidade). A causa foi um incêndio numa galeria da ponte Governador Colombo Machado Salles, que liga a ilha ao continente e onde estão os cabos que energizam a área insular.
Segundo nota da Aneel, foi apontado que técnicos da Celesc que faziam a manutenção das linhas não observaram as normas e os procedimentos da distribuidora para a execução do serviço.
A Aneel informou que "havia concentração de gases de procedência não identificada" na galeria. A equipe estava usando um maçarico para consertar os cabos. Na ocasião do acidente, os funcionários tiveram que pular no mar para escapar do fogo.
A fiscalização da agência também mostrou que a empresa não atendeu advertências do fabricante de emendas dos cabos que estavam em manutenção. De acordo com essas recomendações, antes de fazer o reparo os funcionários tinham que se certificar que não existiam gases inflamáveis no local de trabalho.
Haverá ainda nova fiscalização para descobrir se houve variação de tensão na rede elétrica durante o desligamento das linhas. Se isso for comprovado, a empresa terá que ressarcir consumidores que tiveram aparelhos eletrodomésticos queimados.
Em janeiro, a Celesc enviou resposta aos 364 pedidos de indenização de consumidores, todos negados. Alegou que o incêndio foi um acidente, o que a exime do pagamento de indenizações.

