Mais dois porcos-espinhos morrem no zôo de São Paulo
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do Agora eda Folha Online
Mais dois porcos-espinhos africanos morreram vítimas de envenenamento no Zoológico de São Paulo, o maior do país. Agora, são 61 mortos--sendo 42 porcos-espinhos.
O zôo paulistano é único da América Latina que reproduz a espécie. Restam agora apenas oito porcos-espinhos no local. A polícia suspeita que o envenenamento se concentrou nos bichos porque eles iriam a leilão.
Segundo o presidente do Conselho Orientador do zoológico, Miguel Trefaut Rodrigues, 50, as mortes vão afetar as permutas de animais com outros países.
Além dos 42 porcos-espinhos, já morreram desde três chimpanzés, três antas, quatro dromedários, uma elefanta, um bisão, um orangotango, dois macacos caiarara e quatro micos-leões-dourados. O caso começou no último dia 24 de janeiro.
Exames realizados nos animais apontaram o fluoracetato de sódio--substância proibida no país-- como a causa da morte. A direção do zoológico acredita que outros animais também ingeriram o veneno e devem morrer nos próximos dias.
Fluoracetato
O fluoracetato de sódio é um veneno altamente letal, usado em raticidas, e tem a comercialização proibida no país.
Segundo José Luiz Catão Dias, diretor técnico-científico do zoológico, o veneno age dentro das células, principalmente do coração, impedindo que elas respirem. "O animal acaba morrendo por falência múltipla dos órgãos", disse.
Não há antídoto para neutralizar o veneno e, por isso, a morte dos animais ocorre entre 30 minutos e 6 horas após a ingestão. "Porém, há casos sabidos de animais que sobrevivem até 12 dias", afirmou o diretor.
Dias disse ainda que alguns animais são mais sensíveis ao veneno do que outros. Peixes, por exemplo, não são mortos pelo fluoracetato.
Com Folha de S.Paulo
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