Publicidade

Cotidiano
06/03/2004 - 13h27

No Rio, 5 morrem durante a madrugada; 3 deles, PMs

Publicidade
da Folha de S. Paulo, no Rio

Cinco pessoas morreram e quatro foram feridas a tiros em três casos de violência entre a noite de sexta-feira e a manhã deste sábado no Rio. Três dos mortos eram policiais militares. Um deles morreu com um tiro aparentemente acidental, disparado por um colega.

O primeiro caso aconteceu na noite de sexta-feira, na via expressa Linha Vermelha, durante uma tentativa de assalto a um ônibus nas imediações do complexo de favelas da Maré (zona norte).

De acordo com a polícia, os três criminosos que assaltavam os 58 passageiros se assustaram quando um homem mexeu em sua bolsa e começaram a atirar. Januário Muniz de Souza e Luis Feijó foram atingidos e morreram na hora. Outros três passageiros ficaram feridos e foram levados para o Hospital da Aeronáutica, na Ilha do Governador (zona norte), onde permanecem internados.

Ainda na sexta-feira, o soldado do 12º BPM Reginaldo Santos Rodrigues morreu ao ser atingido por um tiro nas costas, disparado pelo fuzil de um colega de farda.

Reginaldo e outros quatro PMs haviam acabado de realizar uma operação no morro dos Marítimos, em Niterói (a 14 km do Rio), e se preparavam para deixar a favela quando aconteceu o disparo.

O soldado atingido dirigia a patrulha e morreu ao chegar no Hospital Estadual Azevedo Lima. O PM autor do disparo não teve o nome divulgado. Ele foi autuado por homicídio culposo (sem intenção), e está preso no batalhão.

Hoje de manhã, dois policiais militares foram mortos em Nilópolis (região metropolitana). O sargento José Pereira da Conceição e o soldado Tiago Alves da Cunha, lotados no 20º BPM (Mesquita, baixada fluminense), estavam dentro de uma patrulha que foi metralhada por criminosos.

Uma hora mais tarde, um policial militar que trocava o pneu de seu carro particular, um Golf, na pista sentido centro da Avenida Brasil (zona norte), foi baleado por dois ocupantes de um Escort, que passava pelo local. O PM, não identificado, conseguiu dirigir até um hospital na Vila Militar, em Deodoro (zona oeste).

Pressão Máxima

Após uma semana violenta, o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, anunciou a volta da operação Pressão Máxima a partir de segunda. Lançada em 2003, a operação consiste em incursões sistemáticas da polícia a locais considerados áreas controladas pelo tráfico de drogas.

Segundo o secretário, serão feitas ações localizadas, divididas em dois turnos de quatro horas cada, em 64 locais diferentes por dia. Estarão envolvidos na operação 565 policiais militares e 275 policiais civis.

Bangu 1

O subdiretor da penitenciária Bangu 1 (zona oeste), Wagner Vasconcelos da Rocha --morto na última quinta-feira--, era investigado pela Secretaria de Segurança havia cerca de seis meses por suposta colaboração com traficantes.

O órgão recebera uma informação de que ele facilitaria uma fuga de presos e forneceria armas a eles. Rocha teria sido assassinado por descumprir o acordo. O chefe da Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, disse que a informação está sendo investigada.

Em 21 de janeiro, Rocha sofreu atentado. Parentes dizem que ele pedira proteção policial à Secretaria de Administração Penitenciária. O órgão não confirma.
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca