28/03/2004
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12h54
O ciclone raro que atingiu o sul de Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul causou rajadas de vento de até 150 km/h, segundo informações da Defesa Civil dos Estados. Com o forte vento e chuva, casas foram destelhadas, houve alagamento e interdição de estrada, árvores e postes foram derrubados e o fornecimento de energia foi interrompido em algumas regiões. As ondas do mar atingiram cinco metros de altura.
A BR-101 entre Osório e Florianópolis (SC) foi interrompida pela queda de cem árvores. Conforme a Defesa Civil, o volume excessivo de chuva pode determinar alagamentos sobre a pista e o transbordamento de rios e córregos junto à rodovia.
Uma árvore caiu sobre um veículo que trafegava na estrada e causou a morte de um homem. Outras duas pessoas que estavam no carro ficaram feridas. No Rio Grande do Sul, equipes de resgate tentam confirmar a informação de que uma pessoa teria morrido com o desabamento de uma casa.
Em Santa Catarina, diversas casas foram destelhadas em Ararangua, Arroio Silva, Balneário Rincão, Criciúma, Içara, Sombrio, Maracajá e Passo de Torres. Os órgãos públicos realizam um levantamento dos estragos e do número de desabrigados, além de possíveis barcos atingidos pelo fenômeno.
Na cidade de Torres (RS), cerca de 300 casas foram destelhadas e 80 famílias foram levadas para abrigos provisórios. Cinco pessoas ficaram levemente feridas.O fornecimento de energia foi interrompido em algumas regiões.
Em Arroio do Sal, outras três casas foram danificadas pelos ventos. A Defesa Civil Estadual ainda realiza um levantamento dos estragos.
Conforme a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, não é mais possível observar na tarde deste domingo o olho da tempestade que ainda provoca chuva forte em pontos localizados e rajadas de vento moderadas a forte.
A Rede de Estações de Climatologia Urbana de São Leopoldo mantém, no entanto, o alerta de chuva forte a torrencial para o sul catarinense, leste da Serra Gaúcha e litoral norte nas próximas 12 horas. Ainda existe o risco de inundações, especialmente junto à serra no litoral norte gaúcho e no sudeste catarinense. Choveu muito também nos Aparados da Serra e Planalto Sul Catarinense, o que indica que uma grande quantidade de água ainda deve descer dos morros em direção ao litoral.
O vento no litoral sul de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul deve gradualmente perder força até o fim do dia, mas ainda pode soprar forte esporadicamente com velocidade entre 50 km/h e 80 km/h.
Clique aqui para ver a animação que mostra o ciclone na costa brasileira.
Furacão
O ciclone atingiu a costa por volta da meia-noite. O fenômeno foi classificado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos como furacão de nível 1 na escala Safir Simpson (ventos entre 120 km/h e 150 km/h).
No entanto, antes de o fenômeno atingir a costa, o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), rejeitou essa classificação e preferiu tratar o fenômeno como um ciclone, o que provocaria ventos de 60 km/h a 100 km/h e chuva moderada.
De acordo com o Cptec, um furacão registra ventos que chegam a 200 km/h ou 300 km/h. No ciclone, essa velocidade fica em torno de 100 km/h. Outra diferença é a temperatura do oceano. Para a formação de furacões, a água precisa estar aquecida --algo em torno de 28ºC. Conforme o centro, a chegada do outono desfavorece o fenômeno, pois a temperatura do oceano não passa de 24ºC.
A Rede de Estações de Climatologia Urbana de São Leopoldo (RS) também classificou, inicialmente, o fenômeno como ciclone. Entretanto, a rede informou, em nota, que a caracterização definitiva "ainda carecerá de estudos complementares, porém a rede está inclinada a acompanhar a classificação oferecida por agências internacionais de forma a caracterizar o sistema de fato como um furacão, especialmente diante do nível e a magnitude dos danos observados e as características singulares apresentadas pelo sistema e que são por demais diferentes das apresentadas pelos ciclones extratropicais (comuns no sul do Brasil), como vem sendo chamado o sistema por parte da meteorologia nacional".
Conforme a Rede de Climatologia de São Leopoldo, o ciclone na costa brasileira foi o terceiro já observado no Atlântico Sul. Porém, se confirmada a definição de um furacão, seria o primeiro já registrado pela ciência no Atlântico Sul.
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Ciclone causou ventos de 150 km/h, segundo a Defesa Civil
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da Folha OnlineO ciclone raro que atingiu o sul de Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul causou rajadas de vento de até 150 km/h, segundo informações da Defesa Civil dos Estados. Com o forte vento e chuva, casas foram destelhadas, houve alagamento e interdição de estrada, árvores e postes foram derrubados e o fornecimento de energia foi interrompido em algumas regiões. As ondas do mar atingiram cinco metros de altura.
A BR-101 entre Osório e Florianópolis (SC) foi interrompida pela queda de cem árvores. Conforme a Defesa Civil, o volume excessivo de chuva pode determinar alagamentos sobre a pista e o transbordamento de rios e córregos junto à rodovia.
Uma árvore caiu sobre um veículo que trafegava na estrada e causou a morte de um homem. Outras duas pessoas que estavam no carro ficaram feridas. No Rio Grande do Sul, equipes de resgate tentam confirmar a informação de que uma pessoa teria morrido com o desabamento de uma casa.
Em Santa Catarina, diversas casas foram destelhadas em Ararangua, Arroio Silva, Balneário Rincão, Criciúma, Içara, Sombrio, Maracajá e Passo de Torres. Os órgãos públicos realizam um levantamento dos estragos e do número de desabrigados, além de possíveis barcos atingidos pelo fenômeno.
Na cidade de Torres (RS), cerca de 300 casas foram destelhadas e 80 famílias foram levadas para abrigos provisórios. Cinco pessoas ficaram levemente feridas.O fornecimento de energia foi interrompido em algumas regiões.
Em Arroio do Sal, outras três casas foram danificadas pelos ventos. A Defesa Civil Estadual ainda realiza um levantamento dos estragos.
Conforme a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, não é mais possível observar na tarde deste domingo o olho da tempestade que ainda provoca chuva forte em pontos localizados e rajadas de vento moderadas a forte.
A Rede de Estações de Climatologia Urbana de São Leopoldo mantém, no entanto, o alerta de chuva forte a torrencial para o sul catarinense, leste da Serra Gaúcha e litoral norte nas próximas 12 horas. Ainda existe o risco de inundações, especialmente junto à serra no litoral norte gaúcho e no sudeste catarinense. Choveu muito também nos Aparados da Serra e Planalto Sul Catarinense, o que indica que uma grande quantidade de água ainda deve descer dos morros em direção ao litoral.
O vento no litoral sul de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul deve gradualmente perder força até o fim do dia, mas ainda pode soprar forte esporadicamente com velocidade entre 50 km/h e 80 km/h.
Clique aqui para ver a animação que mostra o ciclone na costa brasileira.
| Divulgação/Climatologia de São Leopoldo |
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| Imagem de satélite mostra ciclone raro no Sul |
O ciclone atingiu a costa por volta da meia-noite. O fenômeno foi classificado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos como furacão de nível 1 na escala Safir Simpson (ventos entre 120 km/h e 150 km/h).
No entanto, antes de o fenômeno atingir a costa, o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), rejeitou essa classificação e preferiu tratar o fenômeno como um ciclone, o que provocaria ventos de 60 km/h a 100 km/h e chuva moderada.
De acordo com o Cptec, um furacão registra ventos que chegam a 200 km/h ou 300 km/h. No ciclone, essa velocidade fica em torno de 100 km/h. Outra diferença é a temperatura do oceano. Para a formação de furacões, a água precisa estar aquecida --algo em torno de 28ºC. Conforme o centro, a chegada do outono desfavorece o fenômeno, pois a temperatura do oceano não passa de 24ºC.
A Rede de Estações de Climatologia Urbana de São Leopoldo (RS) também classificou, inicialmente, o fenômeno como ciclone. Entretanto, a rede informou, em nota, que a caracterização definitiva "ainda carecerá de estudos complementares, porém a rede está inclinada a acompanhar a classificação oferecida por agências internacionais de forma a caracterizar o sistema de fato como um furacão, especialmente diante do nível e a magnitude dos danos observados e as características singulares apresentadas pelo sistema e que são por demais diferentes das apresentadas pelos ciclones extratropicais (comuns no sul do Brasil), como vem sendo chamado o sistema por parte da meteorologia nacional".
Conforme a Rede de Climatologia de São Leopoldo, o ciclone na costa brasileira foi o terceiro já observado no Atlântico Sul. Porém, se confirmada a definição de um furacão, seria o primeiro já registrado pela ciência no Atlântico Sul.
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