29/03/2004
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10h06
Pelo menos 11 pessoas estão desaparecidas por causa de dois naufrágios no Sul do país durante a passagem do ciclone Catarina, neste final de semana, segundo a Defesa Civil. Os barcos pesqueiros eram de médio porte e viraram no mar por causa do forte vento e do mar agitado.
Conforme a Defesa Civil de Santa Catarina, aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) que auxiliam nas buscas localizaram na noite deste domingo o barco Valio 2 a cerca de 20 km da costa de Laguna. Uma parte do casco da embarcação estava para fora do mar. Uma pessoa foi resgatada e outras cinco que estariam no barco continuam desaparecidas.
Outra embarcação que naufragou, a Antônio Venâncio, estaria com outros seis tripulantes.
Um outro barco pesqueiro que estava à deriva a cerca de 40 km da costa, ao sul de Santa Catarina, foi localizado e rebocado. Sete pessoas estavam na embarcação.
As buscas foram interrompidas na noite de domingo e retomadas na manhã desta segunda-feira.
Estragos
O ciclone atingiu ao menos 26 municípios do sul de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. Duas pessoas morreram, mais de 28 mil casas foram danificadas e mais de 600 pessoas ficaram desabrigadas. Mais de 20 mil residências foram danificadas e outras 500, destruídas.
Os dados são parciais. A Defesa Civil ainda realiza um balanço dos estragos causados pelo ciclone por causa da dificuldade de comunicação com alguns municípios atingidos.
Os ventos do ciclone atingiram até 150 km/h. Um homem morreu na BR-101, perto de Maracajá (SC), quando seu veículo foi atingido por uma árvore. Outras duas pessoas que estavam no carro ficaram feridas.
No Rio Grande do Sul, o agricultor Calino Teixeira Mattos, 61, foi encontrado morto a 50 metros de sua casa, em Barro Cortado, perto de Torres. Não havia sinais de lesão no corpo da vítima. Suspeita-se que ele tenha sofrido ataque cardíaco ou morte súbita durante a passagem do ciclone.
O ciclone também causou interrupção no abastecimento de água e fornecimento de energia. Postes e árvores caíram. Houve alagamento em algumas regiões.
Os moradores que puderem ajudar os desabrigados com cobertores, roupas, colchões e alimentos devem procurar a PM ou o Corpo de Bombeiro da região.
O governo federal deverá entregar remédios e cestas básicas aos atingidos. O secretário da Defesa Civil, Jorge Pimentel, deverá começar a montar um plano de abrigo e assistência às vítimas e dá início a uma avaliação de danos.
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da Folha OnlinePelo menos 11 pessoas estão desaparecidas por causa de dois naufrágios no Sul do país durante a passagem do ciclone Catarina, neste final de semana, segundo a Defesa Civil. Os barcos pesqueiros eram de médio porte e viraram no mar por causa do forte vento e do mar agitado.
Conforme a Defesa Civil de Santa Catarina, aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) que auxiliam nas buscas localizaram na noite deste domingo o barco Valio 2 a cerca de 20 km da costa de Laguna. Uma parte do casco da embarcação estava para fora do mar. Uma pessoa foi resgatada e outras cinco que estariam no barco continuam desaparecidas.
Neiva Daltrozo |
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| Casa destruída por passagem de ciclone em Santa Catarina |
Um outro barco pesqueiro que estava à deriva a cerca de 40 km da costa, ao sul de Santa Catarina, foi localizado e rebocado. Sete pessoas estavam na embarcação.
As buscas foram interrompidas na noite de domingo e retomadas na manhã desta segunda-feira.
Estragos
O ciclone atingiu ao menos 26 municípios do sul de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. Duas pessoas morreram, mais de 28 mil casas foram danificadas e mais de 600 pessoas ficaram desabrigadas. Mais de 20 mil residências foram danificadas e outras 500, destruídas.
Os dados são parciais. A Defesa Civil ainda realiza um balanço dos estragos causados pelo ciclone por causa da dificuldade de comunicação com alguns municípios atingidos.
Os ventos do ciclone atingiram até 150 km/h. Um homem morreu na BR-101, perto de Maracajá (SC), quando seu veículo foi atingido por uma árvore. Outras duas pessoas que estavam no carro ficaram feridas.
| Divulgação/Climatologia de São Leopoldo |
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| Imagem de satélite mostra ciclone raro no Sul |
O ciclone também causou interrupção no abastecimento de água e fornecimento de energia. Postes e árvores caíram. Houve alagamento em algumas regiões.
Os moradores que puderem ajudar os desabrigados com cobertores, roupas, colchões e alimentos devem procurar a PM ou o Corpo de Bombeiro da região.
O governo federal deverá entregar remédios e cestas básicas aos atingidos. O secretário da Defesa Civil, Jorge Pimentel, deverá começar a montar um plano de abrigo e assistência às vítimas e dá início a uma avaliação de danos.
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