05/09/2000
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11h51
da Folha Online
Os advogados de defesa do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves acrescentaram documentos ao pedido de liminar em habeas corpus apresentado ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar revogar na prisão preventiva de seu cliente, "consertando" a solicitação.
Pimenta Neves matou a ex-namorada, Sandra Gomide, no último dia 20, em Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo.
O pedido de liminar em habeas corpus já foi distribuído ao ministro Celso de Mello, que deve avaliar a solicitação até o fim da tarde.
O advogado Roberto Podval, que colabora com a defesa, comandada pelo colega Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, disse que foram juntados documentos ao pedido nesta manhã, como laudos médicos e atestados de que o jornalista tem residência fixa, fatores que podem contribuir para revogar a prisão.
O habeas corpus com pedido de liminar foi apresentado pelo advogado Alberto Leite Fernandes, que não faz parte da equipe que defende o jornalista.
Fernandes apresentou o pedido porque a Constituição federal lhe dá este direito. Ele alega que os advogados de Pimenta Neves estavam "comendo barriga" depois de tentarem, sem sucesso, revogar a prisão preventiva, decretada pela Justiça de Ibiúna no dia 28, por meio de recursos no Tribunal de Justiça de São Paulo e no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Podval considerou a atitude de Fernandes antiética. "Ele nos atropelou", afirmou. "Mas não vou entrar no mérito. Moldamos o que tinha sido feito", completou.
Segundo Podval, a defesa não poderia refazer o pedido, pois não é autora da solicitação de habeas corpus. Caso entrasse com um novo pedido, correria o risco de que a liminar de Fernandes fosse julgada antes e, caso negada, atrapalhasse a solicitação da defesa.
Nova Petição
Os advogados do jornalista apresentam hoje uma nova petição à juíza Eduarda Maria Romeiro Corrêa, da 1ª Vara Criminal de Ibiúna. Eles querem que Eduarda prepare informações sobre o processo para enviar ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que julgará o mérito do habeas corpus contra a prisão preventiva até o fim do mês.
A defesa também aguarda resposta da juíza sobre pedido para que o jornalista volte à clínica Parque Julieta, na região sudoeste de São Paulo. Pimenta Neves estava na clínica até domingo e foi transferido para uma cela no 77º Distrito Policial, na região central de São Paulo, ontem.
Laudos de psiquiatras do jornalista apontam que ele corre o risco de tentar o suicídio novamente. No dia 22, Pimenta Neves foi internado no Hospital Albert Einsten após ingerir quantidade excessiva de calmantes.
De acordo com Podval, a psiquiatra que visitou seu cliente hoje pela manhã na prisão, Luciana Maria Salim, disse que Pimenta Neves está pior na prisão. Segundo Podval, o jornalista está monossilábico e sentado no canto da cela que divide com outros cinco presos.
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Defesa "conserta" pedido no STF para libertar Pimenta
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FABIANE LEITEda Folha Online
Os advogados de defesa do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves acrescentaram documentos ao pedido de liminar em habeas corpus apresentado ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar revogar na prisão preventiva de seu cliente, "consertando" a solicitação.
Pimenta Neves matou a ex-namorada, Sandra Gomide, no último dia 20, em Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo.
O pedido de liminar em habeas corpus já foi distribuído ao ministro Celso de Mello, que deve avaliar a solicitação até o fim da tarde.
O advogado Roberto Podval, que colabora com a defesa, comandada pelo colega Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, disse que foram juntados documentos ao pedido nesta manhã, como laudos médicos e atestados de que o jornalista tem residência fixa, fatores que podem contribuir para revogar a prisão.
O habeas corpus com pedido de liminar foi apresentado pelo advogado Alberto Leite Fernandes, que não faz parte da equipe que defende o jornalista.
Fernandes apresentou o pedido porque a Constituição federal lhe dá este direito. Ele alega que os advogados de Pimenta Neves estavam "comendo barriga" depois de tentarem, sem sucesso, revogar a prisão preventiva, decretada pela Justiça de Ibiúna no dia 28, por meio de recursos no Tribunal de Justiça de São Paulo e no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Podval considerou a atitude de Fernandes antiética. "Ele nos atropelou", afirmou. "Mas não vou entrar no mérito. Moldamos o que tinha sido feito", completou.
Segundo Podval, a defesa não poderia refazer o pedido, pois não é autora da solicitação de habeas corpus. Caso entrasse com um novo pedido, correria o risco de que a liminar de Fernandes fosse julgada antes e, caso negada, atrapalhasse a solicitação da defesa.
Nova Petição
Os advogados do jornalista apresentam hoje uma nova petição à juíza Eduarda Maria Romeiro Corrêa, da 1ª Vara Criminal de Ibiúna. Eles querem que Eduarda prepare informações sobre o processo para enviar ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que julgará o mérito do habeas corpus contra a prisão preventiva até o fim do mês.
A defesa também aguarda resposta da juíza sobre pedido para que o jornalista volte à clínica Parque Julieta, na região sudoeste de São Paulo. Pimenta Neves estava na clínica até domingo e foi transferido para uma cela no 77º Distrito Policial, na região central de São Paulo, ontem.
Laudos de psiquiatras do jornalista apontam que ele corre o risco de tentar o suicídio novamente. No dia 22, Pimenta Neves foi internado no Hospital Albert Einsten após ingerir quantidade excessiva de calmantes.
De acordo com Podval, a psiquiatra que visitou seu cliente hoje pela manhã na prisão, Luciana Maria Salim, disse que Pimenta Neves está pior na prisão. Segundo Podval, o jornalista está monossilábico e sentado no canto da cela que divide com outros cinco presos.
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