20/08/2004
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08h51
Morreu à 1h25 desta sexta-feira mais um morador de rua agredido no centro de São Paulo. Ele estava internado na UTI do hospital Vergueiro desde a manhã de quinta-feira.
A vítima, que teria sido agredida na praça da Sé, chegou ao hospital às 7h12, com traumatismo craniano, levada por bombeiros. O morador de rua não tinha identificação. Ele era branco, de estatura média e aparentava ter 45 anos.
Dez moradores de rua foram agredidos na madrugada de quinta-feira na região central de São Paulo. Seis estão internados com traumatismo craniano. Dois estão na Santa Casa, dois no hospital de Ermelino Matarazzo e outros dois, em estado gravíssimo, estão internados em coma induzido na UTI do hospital Vergueiro.
Pauladas
Segundo o delegado titular da 3ª Delegacia de Homicídios do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Luis Fernando Lopes Teixeira, que investiga o caso, as vítimas foram atingidas com pauladas na cabeça.
Teixeira afirmou que, apesar de as agressões terem ocorrido durante a madrugada, a primeira vítima foi localizada por volta das 7h. Segundo ele, os agressores seguiram por vários pontos da região central atrás das vítimas. A praça João Mendes, a rua Tabatinguera, a rua 15 de Novembro e a rua da Glória foram alguns dos locais onde os ataques ocorreram.

A polícia divulgou o nome de apenas um dos mortos: Cosme Rodrigues Machado, 56. O outro era um travesti, conhecido como Pantera.
"Grupo de extermínio"
Os promotores de Justiça Carlos Cardoso e Carlos Roberto Marangoni Talarico acompanham as investigações do caso.
Cardoso, assessor especial da Procuradoria Geral de Justiça para direitos humanos, afirmou que "evidências sugerem a ação de grupos de extermínio".
Para o promotor, as agressões contra moradores de rua podem ter sido motivadas por razões financeiras, que supostamente envolveriam comerciantes incomodados com a presença dos moradores de rua, ou por razões ideológicas e sentimentos de intolerância.
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Morre 4º morador de rua agredido em São Paulo
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da Folha OnlineMorreu à 1h25 desta sexta-feira mais um morador de rua agredido no centro de São Paulo. Ele estava internado na UTI do hospital Vergueiro desde a manhã de quinta-feira.
A vítima, que teria sido agredida na praça da Sé, chegou ao hospital às 7h12, com traumatismo craniano, levada por bombeiros. O morador de rua não tinha identificação. Ele era branco, de estatura média e aparentava ter 45 anos.
F.Donasci/Folha Imagem |
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| Doméstica acende vela em local onde morador foi atacado |
Pauladas
Segundo o delegado titular da 3ª Delegacia de Homicídios do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Luis Fernando Lopes Teixeira, que investiga o caso, as vítimas foram atingidas com pauladas na cabeça.
Teixeira afirmou que, apesar de as agressões terem ocorrido durante a madrugada, a primeira vítima foi localizada por volta das 7h. Segundo ele, os agressores seguiram por vários pontos da região central atrás das vítimas. A praça João Mendes, a rua Tabatinguera, a rua 15 de Novembro e a rua da Glória foram alguns dos locais onde os ataques ocorreram.

A polícia divulgou o nome de apenas um dos mortos: Cosme Rodrigues Machado, 56. O outro era um travesti, conhecido como Pantera.
"Grupo de extermínio"
Os promotores de Justiça Carlos Cardoso e Carlos Roberto Marangoni Talarico acompanham as investigações do caso.
Cardoso, assessor especial da Procuradoria Geral de Justiça para direitos humanos, afirmou que "evidências sugerem a ação de grupos de extermínio".
Para o promotor, as agressões contra moradores de rua podem ter sido motivadas por razões financeiras, que supostamente envolveriam comerciantes incomodados com a presença dos moradores de rua, ou por razões ideológicas e sentimentos de intolerância.
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