22/08/2004
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19h13
Subiu hoje de quatro para seis o número de moradores de rua mortos com golpes na cabeça em ataques que começaram na quinta-feira passada (19) na região da praça da Sé, no centro de São Paulo. Há ainda oito pessoas feridas, totalizando 14 o número de vítimas, segundo a contagem oficial.
Esses dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, que deixou de incluir na lista outros casos por discordar da sua ligação com a série de crimes.
Um homem, ainda sem identificação, morreu às 5h30 na UTI do Hospital do Servidor Público Municipal. Ele estava internado desde a última quinta-feira.
Também, na madrugada deste domingo, uma mulher branca --identificada apenas como Maria-- que aparentava ter 40 anos foi encontrada morta na rua Barão de Iguape, região central da cidade. Ela tinha ferimentos na cabeça.
Outros dois mortos ainda não foram identificados, e os corpos permanecem no IML (Instituto Médico Legal). Ontem, duas vítimas foram sepultadas: Ivanildo Amaro da Silva, 41, conhecido como Pantera, foi enterrado no cemitério da Saudade, em São Miguel Paulista (zona leste), enquanto
Cosme Rodrigues Machado, 56, foi enterrado no Cemitério da Vila Formosa (zona leste).
Mais feridos
Para a Secretaria de Segurança, o saldo oficial de feridos nos ataques passou de seis (até ontem) para oito, contrariando a contagem (9) feita nos três hospitais onde as vítimas foram internadas (Hospital do Servidor Público Municipal, hospital municipal Alípio Correia Neto, em Ermelino Matarazzo, e Santa Casa da Misericórdia).
Segundo a secretaria, uma mulher identificada como Maria de Lurdes de Souza, 47, branca, sofreu agressões na praça São Vitor, na região do Parque D. Pedro. Já outro morador de rua não identificado, pardo, com 1,70 metro, aparentando 45 anos, sofreu agressões na rua Quintino Bocaiúva.
A secretaria não incluiu no seu saldo outros casos envolvendo moradores de rua, como o de Rivelino Joanella Lemes Pedroso, 25, magro, de cor parda, com 1,80 metro de altura e uma tatuagem de dragão nas costas. Ele foi agredido na praça da Sé.
Também foi excluído da lista oficial o caso de um homem atingido por bomba caseira ontem na zona leste. A justificativa foi de que esses casos diferem do padrão verificado nas outras agressões.
"Diariamente há casos envolvendo moradores de rua. Esse é o cotidiano da cidade de São Paulo", disse o secretário Saulo de Castro Abreu Filho.
Os casos são investigados pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). As quatro principais linhas de investigação são: briga entre os próprios moradores de rua, acerto de contas por traficantes de drogas, ação de grupos de intolerância ou movimento financiado por comerciantes da área. A Associação Comercial de São Paulo classificou essa hipótese de "absurda".
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Sobe para seis o número de mortos em ataques a moradores de rua
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da Folha OnlineSubiu hoje de quatro para seis o número de moradores de rua mortos com golpes na cabeça em ataques que começaram na quinta-feira passada (19) na região da praça da Sé, no centro de São Paulo. Há ainda oito pessoas feridas, totalizando 14 o número de vítimas, segundo a contagem oficial.
Esses dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, que deixou de incluir na lista outros casos por discordar da sua ligação com a série de crimes.
Um homem, ainda sem identificação, morreu às 5h30 na UTI do Hospital do Servidor Público Municipal. Ele estava internado desde a última quinta-feira.
Também, na madrugada deste domingo, uma mulher branca --identificada apenas como Maria-- que aparentava ter 40 anos foi encontrada morta na rua Barão de Iguape, região central da cidade. Ela tinha ferimentos na cabeça.
Outros dois mortos ainda não foram identificados, e os corpos permanecem no IML (Instituto Médico Legal). Ontem, duas vítimas foram sepultadas: Ivanildo Amaro da Silva, 41, conhecido como Pantera, foi enterrado no cemitério da Saudade, em São Miguel Paulista (zona leste), enquanto
Cosme Rodrigues Machado, 56, foi enterrado no Cemitério da Vila Formosa (zona leste).
Mais feridos
Para a Secretaria de Segurança, o saldo oficial de feridos nos ataques passou de seis (até ontem) para oito, contrariando a contagem (9) feita nos três hospitais onde as vítimas foram internadas (Hospital do Servidor Público Municipal, hospital municipal Alípio Correia Neto, em Ermelino Matarazzo, e Santa Casa da Misericórdia).
Segundo a secretaria, uma mulher identificada como Maria de Lurdes de Souza, 47, branca, sofreu agressões na praça São Vitor, na região do Parque D. Pedro. Já outro morador de rua não identificado, pardo, com 1,70 metro, aparentando 45 anos, sofreu agressões na rua Quintino Bocaiúva.
A secretaria não incluiu no seu saldo outros casos envolvendo moradores de rua, como o de Rivelino Joanella Lemes Pedroso, 25, magro, de cor parda, com 1,80 metro de altura e uma tatuagem de dragão nas costas. Ele foi agredido na praça da Sé.
Também foi excluído da lista oficial o caso de um homem atingido por bomba caseira ontem na zona leste. A justificativa foi de que esses casos diferem do padrão verificado nas outras agressões.
"Diariamente há casos envolvendo moradores de rua. Esse é o cotidiano da cidade de São Paulo", disse o secretário Saulo de Castro Abreu Filho.
Os casos são investigados pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). As quatro principais linhas de investigação são: briga entre os próprios moradores de rua, acerto de contas por traficantes de drogas, ação de grupos de intolerância ou movimento financiado por comerciantes da área. A Associação Comercial de São Paulo classificou essa hipótese de "absurda".
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