13/09/2000
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09h21
da Folha Online
Os advogados de acusação Luiz Flávio Gomes e Márcio Thomaz Bastos, contratados pela família da jornalista Sandra Gomide, 32, apresentaram um novo laudo particular à Promotoria Criminal de Ibiúna (cidade a 70 km de São Paulo) para tentar comprovar que o assassino de sua cliente, o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63, foi cruel ao cometer o crime.
Os advogados pedem à promotora Lúcia Cunha, da 1ª Promotoria Criminal, que o homicídio seja classificado como triplamente qualificado. A promotora havia denunciado Pimenta Neves por homicídio duplamente qualificado, acusando-o de ter cometido o crime por motivo torpe e de ter surpreendido a vítima.
Agora, Gomes e Bastos querem que seja incluída a terceira qualificadora, que seria a crueldade empregada no crime. Eles encaminharam ontem à promotora um laudo do perito Domingos Tocchetto, que trabalhou no caso Paulo César Farias. Neste laudo, o perito aponta que as duas balas que atingiram Sandra tinham impacto 31% maior.
"Isto provoca um grande sofrimento à vítima", afirmou Gomes nesta manhã, ao chegar ao Fórum Criminal de Ibiúna, onde ocorrerá o interrogatório do jornalista.
Segundo Gomes, como terceira qualificadora, é possível que, se condenado, Pimenta Neves tenha de cumprir uma pena maior. A pena para homicídio qualificado vai de 12 a 30 anos de reclusão.
A promotora só deve apresentar a terceira qualificadora após a audiência das testemunhas de acusação. Ela chegou há pouco ao Fórum de Ibiúna.
Gomes disse que tem a expectativa de saber se, no interrogatório, Pimenta Neves irá confirmar o depoimento que prestou à polícia. Para ele, o mais importante é que o jornalista fale da premeditação do crime _o que Pimenta Neves nega.
A defesa, após o interrogatório, terá três dias para requerer novas provas e arrolar testemunhas.
Gomes disse que é possível que, após o interrogatório, a defesa requisite à Justiça de Ibiúna a revogação da prisão preventiva do jornalista. O advogado de acusação disse que já está com os argumentos prontos contra esse possível pedido.
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Advogados de Sandra tentam provar que Pimenta Neves foi cruel
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FABIANE LEITEda Folha Online
Os advogados de acusação Luiz Flávio Gomes e Márcio Thomaz Bastos, contratados pela família da jornalista Sandra Gomide, 32, apresentaram um novo laudo particular à Promotoria Criminal de Ibiúna (cidade a 70 km de São Paulo) para tentar comprovar que o assassino de sua cliente, o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63, foi cruel ao cometer o crime.
Os advogados pedem à promotora Lúcia Cunha, da 1ª Promotoria Criminal, que o homicídio seja classificado como triplamente qualificado. A promotora havia denunciado Pimenta Neves por homicídio duplamente qualificado, acusando-o de ter cometido o crime por motivo torpe e de ter surpreendido a vítima.
Agora, Gomes e Bastos querem que seja incluída a terceira qualificadora, que seria a crueldade empregada no crime. Eles encaminharam ontem à promotora um laudo do perito Domingos Tocchetto, que trabalhou no caso Paulo César Farias. Neste laudo, o perito aponta que as duas balas que atingiram Sandra tinham impacto 31% maior.
"Isto provoca um grande sofrimento à vítima", afirmou Gomes nesta manhã, ao chegar ao Fórum Criminal de Ibiúna, onde ocorrerá o interrogatório do jornalista.
Segundo Gomes, como terceira qualificadora, é possível que, se condenado, Pimenta Neves tenha de cumprir uma pena maior. A pena para homicídio qualificado vai de 12 a 30 anos de reclusão.
A promotora só deve apresentar a terceira qualificadora após a audiência das testemunhas de acusação. Ela chegou há pouco ao Fórum de Ibiúna.
Gomes disse que tem a expectativa de saber se, no interrogatório, Pimenta Neves irá confirmar o depoimento que prestou à polícia. Para ele, o mais importante é que o jornalista fale da premeditação do crime _o que Pimenta Neves nega.
A defesa, após o interrogatório, terá três dias para requerer novas provas e arrolar testemunhas.
Gomes disse que é possível que, após o interrogatório, a defesa requisite à Justiça de Ibiúna a revogação da prisão preventiva do jornalista. O advogado de acusação disse que já está com os argumentos prontos contra esse possível pedido.
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