13/09/2000
-
10h59
da Folha Online
O jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63, se negou a falar no interrogatório marcado para às 9h30 de hoje no Fórum Criminal de Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo. Antes do início do interrogatório, segundo o advogado de acusação, Luiz Flavio Gomes, Pimenta Neves explicou porque não iria falar.
Os advogados de defesa apresentaram uma petição à juíza Eduarda Maria Romeiro Corrêa, da 1ª Vara Criminal de Ibiúna, com um atestado do psiquiatra particular do jornalista, Marcos Pacheco de Toledo Ferraz, dizendo que Pimenta Neves não tinha condições emocionais para depor.
A juíza respondeu que, independentemente da petição, o jornalista poderia falar, mas acabou acatando o pedido dos advogados e liberando o jornalista.
"Estou confuso, desmoralizado e sem condições de falar", teria dito o jornalista, de acordo com Gomes.
A promotora criminal que acompanha o caso, Lúcia Nunes Bromerchenkel Cunha, disse que mesmo que Pimenta Neves tenha silenciado fica registrado que o interrogatório ocorreu, mas que o réu decidiu calar.
Segundo ela, em tese, Pimenta Neves só deverá ser ouvido novamente no plenário do Júri. Mas nada impede que a defesa ou a juíza peça um novo interrogatório.
Os advogados de defesa não quiseram dar declarações e deixaram o Fórum apenas informando que seu cliente está em "frangalhos".
Segundo outro advogado de acusação, Márcio Thomaz Bastos, Pimenta Neves tem o direito constitucional de ficar calado. De acordo com ele, caso o jornalista não seja interrogado, ficará valendo o que ele falou em depoimento à polícia.
"Isso é estratégia de defesa. Para mim, talvez fosse esse o momento dele (Pimenta Neves) se defender", afirmou Gomes. "O silêncio significa que valeu o que ele falou na fase policial. E o que ele falou o incriminou."
Os advogados de acusação disseram que já esperavam que o jornalista pudesse se calar no interrogatório.
Essa decisão, no entanto, foi considerada boa para a acusação, porque o jornalista se mostrou prepotente durante depoimento à polícia. No interrogatório marcado para hoje, Pimenta Neves poderia se mostrar arrependido, o que ajudaria a defesa.
Clique aqui para ler mais notícias sobre o assassinato da jornalista Sandra Gomide
Leia mais notícias de cotidiano na Folha Online
Pimenta Neves se nega a falar em interrogatório
Publicidade
FABIANE LEITEda Folha Online
O jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63, se negou a falar no interrogatório marcado para às 9h30 de hoje no Fórum Criminal de Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo. Antes do início do interrogatório, segundo o advogado de acusação, Luiz Flavio Gomes, Pimenta Neves explicou porque não iria falar.
Os advogados de defesa apresentaram uma petição à juíza Eduarda Maria Romeiro Corrêa, da 1ª Vara Criminal de Ibiúna, com um atestado do psiquiatra particular do jornalista, Marcos Pacheco de Toledo Ferraz, dizendo que Pimenta Neves não tinha condições emocionais para depor.
A juíza respondeu que, independentemente da petição, o jornalista poderia falar, mas acabou acatando o pedido dos advogados e liberando o jornalista.
"Estou confuso, desmoralizado e sem condições de falar", teria dito o jornalista, de acordo com Gomes.
A promotora criminal que acompanha o caso, Lúcia Nunes Bromerchenkel Cunha, disse que mesmo que Pimenta Neves tenha silenciado fica registrado que o interrogatório ocorreu, mas que o réu decidiu calar.
Segundo ela, em tese, Pimenta Neves só deverá ser ouvido novamente no plenário do Júri. Mas nada impede que a defesa ou a juíza peça um novo interrogatório.
Os advogados de defesa não quiseram dar declarações e deixaram o Fórum apenas informando que seu cliente está em "frangalhos".
Segundo outro advogado de acusação, Márcio Thomaz Bastos, Pimenta Neves tem o direito constitucional de ficar calado. De acordo com ele, caso o jornalista não seja interrogado, ficará valendo o que ele falou em depoimento à polícia.
"Isso é estratégia de defesa. Para mim, talvez fosse esse o momento dele (Pimenta Neves) se defender", afirmou Gomes. "O silêncio significa que valeu o que ele falou na fase policial. E o que ele falou o incriminou."
Os advogados de acusação disseram que já esperavam que o jornalista pudesse se calar no interrogatório.
Essa decisão, no entanto, foi considerada boa para a acusação, porque o jornalista se mostrou prepotente durante depoimento à polícia. No interrogatório marcado para hoje, Pimenta Neves poderia se mostrar arrependido, o que ajudaria a defesa.
Clique aqui para ler mais notícias sobre o assassinato da jornalista Sandra Gomide
Leia mais notícias de cotidiano na Folha Online


