13/09/2000
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12h14
da Folha Online
Os advogados que defendem o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves irão pedir para que seja marcado um novo interrogatório de seu cliente na Justiça de Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo.
Pimenta Neves confessou ter matado a ex-namorada Sandra Gomide, 32, no dia 20 de agosto em um haras em Ibiúna.
Hoje pela manhã ele deveria ter sido interrogado pela juíza Eduarda Maria Romeiro Correia, da 1ª Vara Criminal da cidade.
No entanto, o jornalista decidiu permanecer em silêncio durante o interrogatório.
Em petição encaminhada à juíza, um dos advogados de Pimenta Neves, Arnaldo Malheiros Filho, diz que o "novo interrogatório do réu poderá se realizar a qualquer tempo, sendo que o acusado formulará pedido nesse sentido assim que sua condições psíquicas o permitam".
Na petição, o advogado destaca que o silêncio de Pimenta Neves "não decorre de acinte ou capricho, mas da verdadeira impossibilidade de se expressar de modo fidedigno".
Malheiros Filho apresentou uma declaração do psiquiatra do jornalista, Marcos Pacheco de Toledo Ferraz, datada de ontem em que o médico declara que seu paciente está "emagrecido, deprimido, ansioso e desmoralizado".
Na petição, o advogado diz que Pimenta Neves "não se encontra no pleno domínio de sua consciência". "O peticionário ainda não está em condições de relatar com precisão a ocorrência, de reproduzir a terrível cena que viveu e que redundou na morte de Sandra Gomide", informa o documento.
"Seu interrogatório, colhido em tais condições, seria, sob o ângulo da defesa e, principalmente no plano da procura da verdade real, peça absolutamente inaproveitável", afirma ainda o advogado na petição.
No mesmo documento, Malheiros Filho pediu o relaxamento da prisão preventiva de seu cliente. Ele diz que o clamor público não é justificativa para manter o seu cliente preso. Esse foi um dos motivos apontados pela juíza ao decretar a prisão preventiva do jornalista no dia 28 de agosto.
O advogado Malheiros Filho disse que o clamor público não pode ser usado como justificativa porque foi o "mesmo que preferiu Barrabás a Cristo, que ostracisou o justo Aristides, que mandou dar cicuta a Sócrates, que erigiu Hitler ao poder(...)".
O advogado diz ainda que se seu cliente for libertado permanecerá internado em uma clínica especializada.
A promotora criminal Lúcia Cunha, que acompanha o caso em Ibiúna, já informou que se manifestará contra o pedido de revogação da prisão preventiva.
Clique aqui para ler mais notícias sobre o assassinato da jornalista Sandra Gomide
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Defesa de jornalista vai pedir novo interrogatório
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FABIANE LEITEda Folha Online
Os advogados que defendem o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves irão pedir para que seja marcado um novo interrogatório de seu cliente na Justiça de Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo.
Pimenta Neves confessou ter matado a ex-namorada Sandra Gomide, 32, no dia 20 de agosto em um haras em Ibiúna.
Hoje pela manhã ele deveria ter sido interrogado pela juíza Eduarda Maria Romeiro Correia, da 1ª Vara Criminal da cidade.
No entanto, o jornalista decidiu permanecer em silêncio durante o interrogatório.
Em petição encaminhada à juíza, um dos advogados de Pimenta Neves, Arnaldo Malheiros Filho, diz que o "novo interrogatório do réu poderá se realizar a qualquer tempo, sendo que o acusado formulará pedido nesse sentido assim que sua condições psíquicas o permitam".
Na petição, o advogado destaca que o silêncio de Pimenta Neves "não decorre de acinte ou capricho, mas da verdadeira impossibilidade de se expressar de modo fidedigno".
Malheiros Filho apresentou uma declaração do psiquiatra do jornalista, Marcos Pacheco de Toledo Ferraz, datada de ontem em que o médico declara que seu paciente está "emagrecido, deprimido, ansioso e desmoralizado".
Na petição, o advogado diz que Pimenta Neves "não se encontra no pleno domínio de sua consciência". "O peticionário ainda não está em condições de relatar com precisão a ocorrência, de reproduzir a terrível cena que viveu e que redundou na morte de Sandra Gomide", informa o documento.
"Seu interrogatório, colhido em tais condições, seria, sob o ângulo da defesa e, principalmente no plano da procura da verdade real, peça absolutamente inaproveitável", afirma ainda o advogado na petição.
No mesmo documento, Malheiros Filho pediu o relaxamento da prisão preventiva de seu cliente. Ele diz que o clamor público não é justificativa para manter o seu cliente preso. Esse foi um dos motivos apontados pela juíza ao decretar a prisão preventiva do jornalista no dia 28 de agosto.
O advogado Malheiros Filho disse que o clamor público não pode ser usado como justificativa porque foi o "mesmo que preferiu Barrabás a Cristo, que ostracisou o justo Aristides, que mandou dar cicuta a Sócrates, que erigiu Hitler ao poder(...)".
O advogado diz ainda que se seu cliente for libertado permanecerá internado em uma clínica especializada.
A promotora criminal Lúcia Cunha, que acompanha o caso em Ibiúna, já informou que se manifestará contra o pedido de revogação da prisão preventiva.
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