13/09/2000
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14h58
da Folha Online
O jornalista Carlos Roberto Franco, 40, repórter especial do jornal "O Estado de S. Paulo", fez uma declaração dizendo que foi demitido pelo ex-diretor do periódico, Antônio Marcos Pimenta Neves, por ter ajudado a colega Sandra Gomide a achar um novo emprego.
Recentemente, Franco foi readmitido no jornal.
Pimenta Neves assassinou Sandra, que foi sua namorada, no dia 20 de agosto em Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo. Ela foi editora de Economia no jornal e teria sido demitida após terminar o relacionamento com Pimenta Neves.
A declaração, feita à "Associação Justiça para Sandra Gomide", foi encaminhada pelos advogados contratados pela família de Sandra, Luiz Flávio Gomes e Márcio Thomaz Bastos, à Justiça de Ibiúna e anexada ao processo contra o jornalista.
Com o depoimento informal de Franco, os advogados pretendem apresentar mais elementos que convençam a Justiça a manter Pimenta Neves preso. Eles pedem que a declaração de Franco também seja enviado ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que deverá avaliar pedido de habeas corpus contra a prisão preventiva do jornalista até o fim do mês.
Em sua declaração, Franco diz que foi advertido por Pimenta Neves a não ajudar Sandra a encontrar um novo emprego. Ele foi demitido do jornal no dia 17, pouco antes da data do crime, e foi informado por superiores que o motivo foi o fato de encaminhar Sandra para uma assessoria de imprensa no Rio de Janeiro.
Os advogados querem que Franco seja ouvido em juízo. No entanto, como a acusação já apresentou o número de testemunhas permitido, oito, o jornalista só deverá ser chamado pela Justiça se esta for a decisão da juíza Eduarda Maria Romeiro Corrêa, da 1ª Vara Criminal de Ibiúna.
Ao encaminhar a declaração de Franco, os advogados mencionam trecho do depoimento de Pimenta Neves à polícia em que o réu afirmou que "a arma parece apenas um instrumento de intimidação para que a pessoa concorde com você."
Para os advogados, a afirmação de Pimenta Neves mostra que ele pode voltar a intimidar testemunhas. Já a declaração de Franco mostraria que o réu perseguia Sandra e poderia voltar a fazer isso com pessoas envolvidas no caso.
Os advogados destacam ainda que no seu depoimento, Pimenta Neves disse que se quisesse, poderia fugir para os EUA, onde tem casa e apartamento.
Clique aqui para ler mais notícias sobre o assassinato da jornalista Sandra Gomide
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Pimenta demitiu jornalista que ajudou Sandra, aponta acusação
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FABIANE LEITEda Folha Online
O jornalista Carlos Roberto Franco, 40, repórter especial do jornal "O Estado de S. Paulo", fez uma declaração dizendo que foi demitido pelo ex-diretor do periódico, Antônio Marcos Pimenta Neves, por ter ajudado a colega Sandra Gomide a achar um novo emprego.
Recentemente, Franco foi readmitido no jornal.
Pimenta Neves assassinou Sandra, que foi sua namorada, no dia 20 de agosto em Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo. Ela foi editora de Economia no jornal e teria sido demitida após terminar o relacionamento com Pimenta Neves.
A declaração, feita à "Associação Justiça para Sandra Gomide", foi encaminhada pelos advogados contratados pela família de Sandra, Luiz Flávio Gomes e Márcio Thomaz Bastos, à Justiça de Ibiúna e anexada ao processo contra o jornalista.
Com o depoimento informal de Franco, os advogados pretendem apresentar mais elementos que convençam a Justiça a manter Pimenta Neves preso. Eles pedem que a declaração de Franco também seja enviado ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que deverá avaliar pedido de habeas corpus contra a prisão preventiva do jornalista até o fim do mês.
Em sua declaração, Franco diz que foi advertido por Pimenta Neves a não ajudar Sandra a encontrar um novo emprego. Ele foi demitido do jornal no dia 17, pouco antes da data do crime, e foi informado por superiores que o motivo foi o fato de encaminhar Sandra para uma assessoria de imprensa no Rio de Janeiro.
Os advogados querem que Franco seja ouvido em juízo. No entanto, como a acusação já apresentou o número de testemunhas permitido, oito, o jornalista só deverá ser chamado pela Justiça se esta for a decisão da juíza Eduarda Maria Romeiro Corrêa, da 1ª Vara Criminal de Ibiúna.
Ao encaminhar a declaração de Franco, os advogados mencionam trecho do depoimento de Pimenta Neves à polícia em que o réu afirmou que "a arma parece apenas um instrumento de intimidação para que a pessoa concorde com você."
Para os advogados, a afirmação de Pimenta Neves mostra que ele pode voltar a intimidar testemunhas. Já a declaração de Franco mostraria que o réu perseguia Sandra e poderia voltar a fazer isso com pessoas envolvidas no caso.
Os advogados destacam ainda que no seu depoimento, Pimenta Neves disse que se quisesse, poderia fugir para os EUA, onde tem casa e apartamento.
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