Publicidade

Cotidiano
13/09/2000 - 19h10

Julgamento de Pimenta pode ocorrer em dezembro, diz promotora

Publicidade
FABIANE LEITE
da Folha Online

O julgamento do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves poderá ocorrer em dezembro se ele continuar preso, disse a promotora criminal Lúcia Nunes Bromerchenkel Cunha, da 1ª Promotoria Criminal de Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo.

O jornalista matou a ex-namorada, Sandra Gomide, no dia 20 de agosto em um haras da cidade. Pimenta Neves está preso no 77º DP (Santa Cecília).

O júri popular só se reúne no Fórum de Ibiúna de três em três meses. O próximo é em dezembro.

Para o advogado Luiz Flávio Gomes, assistente de acusação, o julgamento só ocorrerá em março. "Mas é uma boa perspectiva", disse.

Segundo a promotora, caso seja mantida a prisão preventiva de Pimenta Neves, a defesa não terá interesse em prolongar o processo. A prisão preventiva, se não for revogada, determina que o réu fique na prisão durante toda a fase processual. Os advogados de Pimenta aguardam julgamento de mérito de habeas corpus contra a prisão preventiva no Tribunal de Justiça, o que deve ocorrer até o fim do mês.

Os advogados também apresentaram hoje um novo pedido de revogação da prisão do jornalista à Justiça de Ibiúna, com poucas chances de ser acolhido. A juíza Eduarda Maria Romeiro Corrêa, da 1ª Vara Criminal de Ibiúna, só deve avaliar o pedido na quinta-feira, após manifestação da promotora e dos advogados de acusação.

Na manhã desta quarta, durante interrogatório, Pimenta Neves se recusou a responder as perguntas da juíza. A defesa poderá pedir uma nova data para Pimenta Neves ser ouvido. Caso contrário, valerá o que o jornalista disse em depoimento à polícia.

No dia 28 deste mês serão ouvidas as dez testemunhas de acusação. Se ninguém faltar, em seguida deve ocorrer o depoimento das testemunhas de defesa.

Segundo a promotora, caso os advogados do jornalista arrolem como testemunhas pessoas que moram em outros Estados ou países, isto pode atrasar o processo, pois elas teriam de ser ouvidas por carta precatória.

De acordo com Lúcia, após os depoimentos das testemunhas, ela tem três dias para apresentar as alegações finais. Em seguida, os advogados assistentes da acusação podem ter mais três dias para se manifestar. O mesmo prazo vale, em seguida, para que os advogados de defesa apresentem as alegações finais.

Em seguida, a juíza terá de cinco a dez dias para apresentar a pronúncia, encaminhada ao júri.

A promotora tem, então, mais cinco dias para apresentar o libelo, peça processual em que informa ao júri sobre o crime. A defesa tem mais cinco dias para contestar o libelo. O júri, então, é marcado.

Clique aqui para ler mais notícias sobre o assassinato da jornalista Sandra Gomide

Leia mais notícias de cotidiano na Folha Online
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca