Publicidade

Cotidiano
14/09/2000 - 18h40

Procurador diz que é contra ida de Pimenta para clínica

Publicidade
FABIANE LEITE
da Folha Online

O procurador de Justiça Ruy Alberto Gatto, do Ministério Público do Estado de São Paulo, já deu um parecer contrário ao habeas corpus impetrado no Tribunal de Justiça de São Paulo para que jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves cumpra a prisão preventiva em clínica particular.

O mérito do habeas corpus deve ser julgado até o fim do mês.

Pimenta Neves assassinou a ex-namorada Sandra Gomide no dia 20 de agosto em Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo. Ele cumpre prisão preventiva no 77º Distrito Policial, no centro de São Paulo, e está sendo processado por homicídio duplamente qualificado.

O jornalista tentou o suicídio no dia 22 de agosto. Seus advogados diziam que ele ainda corria o risco de tentar se matar e em razão disto entraram com o habeas corpus, com pedido de liminar, no Tribunal de Justiça no dia 28 de agosto para que o cliente pudesse ficar em uma clínica. O desembargador Maurílio Gentil Leite concedeu que ele ficasse apenas dez dias na clínica. Depois disto, Pimenta Neves foi para a prisão.

No parecer, já encaminhado ao tribunal, Gatto diz que a defesa de Pimenta Neves não comprovou que o jornalista não terá condições de realizar um tratamento psiquiátrico na prisão _ o que poderia justificar a necessidade de ir para a clínica.

O procurador também cita parecer de peritos do Imesc (Instituto de Medicina Social e Criminológica) que apontaram não haver necessidade de Pimenta Neves ir para a clínica. "Está tudo muito fundamentado e a defesa não apresentou argumento contra", disse o procurador.

Gatto destaca ainda que o Estado também tem obrigação de garantir um bom tratamento médico a Pimenta Neves na prisão.

O procurador também criticou um dos pontos da defesa de Pimenta, que afirmou que o jornalista precisa voltar à clínica em razão do abalo que sofreu por ter cometido o crime. "Com este argumento, teríamos de abrir as portas de todas as cadeias."

O habeas corpus foi impetrado pelo criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que abandonou o caso na semana passada. No entanto, ele deve continuará acompanhando os habeas corpus que apresentou. Além do pedido para que Pimenta Neves voltasse para a clínica, ele também apresentou habeas corpus contra a prisão preventiva do jornalista.

Clique aqui para ler mais notícias sobre o assassinato da jornalista Sandra Gomide

Leia mais notícias de cotidiano na Folha Online
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca