Um ponto
me chamou a atenção na greve dos professores,
funcionários e alunos da USP --e quase tem a ver com
as reivindicações salariais. Uma das razões
da paralisação é a oferta de vagas de
cursos a distância, acusados de baixa qualidade. É
uma maluquice elitista e retrógrada.
Com os avanços dos meios de comunicação,
natural que se expandam os recursos não presenciais
para oferecer ensino. Há evidências, em várias
partes do mundo, de que os cursos a distância, se bem
preparados, combinados com tutoria virtual e encontros presenciais,
produz bons resultados. Aliás, alunos desse tipo de
curso, no Brasil, têm demonstrado, nas avaliações,
até melhor desempenho em relação aos
alunos do sistema regular.
Estão investindo, em primeiro lugar, contra o avanço
tecnológico --que já seria uma estupidez sem
tamanho especialmente num ambiente universitário, que
deveria sempre estar aberto à inovação.
Ataca-se um sistema que, além de aumentar o número
de vagas, facilita a entrada na universidade dos mais pobres
--outra estupidez de quem se diz preocupado com a inclusão
social.
Coluna originalmente publicada na
Folha de S. Paulo, editoria Cotidiano.
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