A partir
de agora, um professor da rede estadual de São Paulo
terá condições de, ao final carreira,
chegar a um salário superior a R$ 6 mil mensais --isso
se aceitar fazer uma série de exames ao longo de sua
carreira e não faltar às aulas.
Isso colocaria o professor, segundo os critérios brasileiros,
na faixa dos 10% mais ricos. O projeto é limitado (não
pode promover todos os professores ao mesmo tempo, por restrição
orçamentária) e não resolve a média
salarial, ainda baixa, mas sinaliza o valor do mérito
e isso é capaz de atrair talentos para a escola pública.
Atualmente, o salário de um professor é abaixo
do rendimento de um profissional como diploma universitário.
Além dos exames, se valorizam a presença em
sala de aula e a baixa rotativa entre as escolas.
É das mais interessantes ações de toda
a gestão José Serra. A decisão coloca
São Paulo na vanguarda de um sistema de mérito
aos professores, que já são beneficiados, todos
os anos, com um bônus a partir do desempenho de dos
seus alunos.
Os sindicatos, como sempre, vão chiar, faz parte do
jogo. Mas os talentos e esforçados vão ser recompensados.
Sabemos que aumentos salariais indiscriminados não
melhoram tanta a educação com premiar o esforço
Coluna Folha Online,
editoria Pensata.
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