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Keila Baraçal
Nove moradores de albergues da
capital vão encabeçar oficinas de origami em
três estações do metrô. Quem passar
pela Sé, Liberdade ou Ipiranga poderá aprender
gratuitamente a dobrar o Kami Buroko (Bloco de Papel). Todas
as dobraduras farão parte de um projeto maior - um
painel que ficará exposto no Congresso Nacional, em
Brasília, para comemoração do centenário
japonês. Os oficineiros receberão, através
da Secretaria Municipal do Trabalho, R$ 435,75 mensais.
De acordo com Sueli Kobayashi, coordenadora
do Movimento Origami e membro do Instituto Paulo Kobayashi,
a idéia do projeto é fazer com que as pessoas
conheçam como é a prática do origami.
“Esta é uma forma de fazer com que eles [alberguistas]
também possam despertar seus sonhos.”
Mas qual o motivo dos sonhos? Diz
a lenda, segundo Sueli, que uma menina japonesa tentava curar
sua doença escrevendo seu desejo em um pedaço
de papel, diversas vezes – depois de escritos, os papéis
eram dobrados, individualmente. E assim, o origami ficou conhecido
como um elemento realizador de vontades.
Os anseios dos paulistanos vão
se somar aos de outros brasileiros, acumulando um total de
meio milhão de pedidos. O painel – de nome “Sonho
Brasileiro” e com nove metros de altura, por três
de largura – terá a formação do
símbolo da imigração japonesa no Brasil.
A previsão é que o trabalho fique pronto até
o final deste ano.
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