REFLEXÃO

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RADAR DO MUNDO
13/11/2007

Instituições do mundo inteiro incentivam a criação de campanhas contra a Aids

  Fernanda Caetano

Não é novidade que, há anos, agências de publicidade lutam para disseminar campanhas de prevenção ao vírus do HIV. Porém, recentemente, surgiu uma nova estratégia de campanhas: instituições dedicadas a estimular a própria sociedade na criação delas. A idéia se espalhou, e hoje, essas instituições encontram-se distribuídas pelo mundo todo. O sucesso deve-se ao grande poder de identificação entre o criador e o receptor, isto é, o melhor criador de uma campanha é seu próprio público-alvo. Assim, as campanhas estão alcançando meios de comunicação cada vez mais amplos e variados. Atualmente, para comprovar a eficácia dessas instituições incentivadoras, encontram-se projetos apoiados pela UNICEF como a Staying Alive Foundation, da MTV em união com outras organizações, e o “Escuta Só”, uma iniciativa da Revista Viração.

Desde 2005, a Staying Alive Foundation promove, uma vez por ano, o Staying Alive Awards. O concurso incentiva a criação de projetos inovadores através da doação de prêmios, nos valores de US$ 1.000 a US$ 10.000, aos participantes que seguirem mais à risca os critérios estabelecidos. Os inscritos devem, basicamente, disseminar informações corretas sobre o vírus HIV em suas comunidades e diminuir a discriminação sofrida pelos portadores da doença, além de encorajar os jovens na prevenção da AIDS. Esses objetivos devem ser atingidos a partir da elaboração de um produto criativo, inovador e convincente que possa ser divulgados pela MTV.

O prêmio de 2007 foi distribuído para 15 instituições pertencentes a 11 países, dos quais, Austrália, Bulgária, Etiópia, Quênia, Malásia, Noruega, África do Sul, Tanzânia, Uganda, Reino Unido e Estados Unidos. Os vencedores têm produzido campanhas que atingem toda a população mundial, como documentários informativos sobre o vírus do HIV, customização de camisinhas, criação de sites informativos, promoção de debates sobre o uso de preventivos, criação de pontos de distribuição de camisinha com instrução imediata, e elaboração de campanhas publicitárias destinadas a todos os meios de comunicação. Essa última tem marcado presença na televisão através de vinhetas exibidas diariamente na MTV nacional de cada país. Já na Internet, as campanhas passaram a utilizar, recentemente, o videolog para publicação de entrevistas com celebridades que opinam sobre o assunto e até contam histórias pessoais. Já foram abordados artistas como Kanye West, Wyclef e até mesmo a ganhadora do concurso American Idol, Kelly Clarkson.

No Brasil campanhas neste molde estão sendo divulgadas até mesmo pelo rádio, como fez o projeto “Escuta Só”, resultado de uma união da UNICEF com a Revista Viração. Entre os dias 19 e 21 de outubro, ocorreu o II Encontro Nacional de Jovens vivendo com HIV/aids, em Salvador, no qual os 30 integrantes do Escuta Só encarregaram-se de cobrir o evento. Foram utilizados veículos como o site da Revista Viração, a Agência ViraJovem de Notícias, um jornal mural, uma revista criada pelos jovens especialmente para o evento, e uma rádio que funcionou durante o encontro. Porém, o trabalho rendeu muito mais que uma simples cobertura de um evento. A equipe da revista produziu também, com o apoio do Unicef, um site sobre como viver com HIV, incluindo informações sobre saúde e prevenção da doença. A página é atualizada diariamente pelos próprios jovens e encontra-se disponível no seguinte endereço: http://www.revistaviracao.org.br/escutaso/. Vale a pena conferir!
Fernanda Caetano, aluna do 2º ano do ensino médio, do Colégio Bandeirantes - fecaetano@gmail.com

   
Apresentação

O Radar do Mundo é produzido pelo projeto Idade Mídia do ensino médio do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, desenvolvido pelos jornalistas Alexandre Sayad e Gilberto Dimenstein, que mistura o mundo da educação ao da comunicação (a chamada educomunicação). Em uma sociedade em que a informação está presente na vida dos jovens durante todo o tempo, a educação tem a necessidade de acompanhar essas novas demandas.

 
 
 

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