O brasileiro Safra pertence a uma das mais tradicionais famílias de banqueiros do mundo.
Os Safra, de origem sefaradista (judeus de origem ibérica, assentados no Líbano), começaram no ramo há vários séculos no Oriente Médio.
O primeiro banco foi fundado em Alepo (Síria) no século passado. O banco possuía filiais em Beirute (Líbano), Istambul (Turquia) e Alexandria (Egito).
Após a 2ª Guerra Mundial, as atividades bancárias dos Safra se espalharam pela Europa, pela América Latina e pelos Estados Unidos.
Eles possuem também empresas de telecomunicações e de produção de papel e celulose e são conhecidos pela maneira de administrar os negócios.
O Safra National Bank of New York, o Banque Safra-Luxembourg, o First International Bank of Israel, o Safra Cayman e o Safra International Bank são algumas das instituições financeiras da família Safra fora do Brasil.
No ramo de telefonia, os Safra são sócios da Cellcom Israel, da BCP, operadora da telefonia na Grande São Paulo, e da BSE (que atua no Nordeste do Brasil) -todas empresas de telefonia móvel.
O grupo familiar é sócio também da Aracruz Celulose, a maior produtora do mundo de celulose branqueada de eucalipto, e da Gevisa, que produz locomotivas, guindastes e motores elétricos.