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Medo de desemprego faz trabalhador desistir da Petrobras
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Divulgação
"Tem gente achando que é mais um forma do governo roubar o FGTS do trabalhador", diz Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical
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EDUARDO CUCOLO da Folha Online
O medo de ficar desempregado e de ser manipulado pelo mercado está levando muitos trabalhadores a desistir de aplicar o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em ações da Petrobras.
Entre os gestores de fundos, a frustração é geral, e a compra de ações com desconto de 20% usando o FGTS já é considerada mais um mico.
Para tentar salvar a proposta, 46 dos 93 fundos FGTS-Petrobras reduziram suas taxas de administração pela metade. O governo prorrogou o prazo de adesão por mais uma semana, embolando o cronograma internacional de oferta das ações.
Mesmo assim, a expectativa é que a adesão seja um terço da prevista originalmente. O governo reservou até R$ 3,4 bilhões para a compra de ações da Petrobras com o FGTS. A previsão agora é que a adesão fique próxima de apenas R$ 1 bilhão.
Para o diretor de renda variável do BNP Asset Management, Nicolas Balafas, a aplicação só deve atrair quem pode investir a longo prazo. Quem teme ficar desempregado ou quer juntar dinheiro para dar entrada na casa própria corre o risco de sair perdendo com a aplicação.
Para Gabriel Jafet, diretor da corretora ClickInvest, a aplicação vai atrair apenas as pessoas que têm um perfil de investimento agressivo e que podem acompanhar o andamento do mercado.
"É difícil atrair pessoas que não sabem como acompanhar as oscilações e como planejar seus investimentos nessa área", afirma.
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