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Os riscos envolvidos no investimento Folha Online A aplicação de parte dos recursos do FGTS em ações ordinárias da Petrobras é um investimento com boa perspectiva de rentabilidade para o trabalhador que puder deixar o dinheiro no fundo por um longo período (no mínimo dois anos). Quem está para se aposentar, pretende comprar um imóvel e tem receio de ser demitido não deve entrar num FMP. Isso vale também para quem tem um perfil conservador e não gosta de riscos. O rendimento do FGTS (TR mais 3% ao ano) é pequeno, mas seguro, enquanto o das ações da Petrobras é imprevisível. A cotação do papel tanto pode subir como cair. Como lembra Alexandre Leco, analista-chefe do Forex (Centro Brasileiro de Orientação de Finanças Pessoais), esse papel, em agosto de 98, chegou a custar aproximadamente 25% do seu valor atual. Para Roberto Lara Nogueira, diretor da Plural Fundos de Investimentos, quanto mais velho for o trabalhador e mais perto estiver da aposentadoria, menor deverá ser o valor aplicado em Petrobras ON. “Só os jovens em início de carreira devem colocar 50% do FGTS em ações.” Cipriano Camargo, diretor de produtos da ABN Amro Asset Management, explica que, se o cotista for demitido e o valor das ações estiver em baixa, ele não precisará tirar o dinheiro naquele momento e poderá esperar uma ocasião mais oportuna.
Além disso a multa de 40% que o empregador paga em caso de demissão será calculada com base no valor investido inicialmente no FMP, mesmo que posteriormente tenha sofrido perdas.
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