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Dinheiro
13/09/2005 - 11h40

Rondeau descarta novo reajuste de combustíveis até final do ano

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PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, descartou hoje a possibilidade de um novo reajuste de preços dos combustíveis até o final deste ano.

"Não contem com reajustes até o próximo ano", disse o ministro ao avaliar que os aumentos de 10% para a gasolina e 12% para o diesel na refinaria anunciados pela Petrobras na última sexta-feira são "suficientes para tranqüilizar qualquer surpresa até o próximo ano".

Segundo Rondeau, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi avisado sobre o reajuste na manhã de sexta-feira. "Comunicamos a ele [Lula] que estaria sendo feito o reajuste. Ele ouviu as ponderações técnicas, e como sempre ele faz, há uma justificativa técnica, ele cede. Não existe nenhum tipo de pressão".

Ao justificar o aumento dos preços dos derivados do petróleo nas refinarias, o ministro afirmou que essa foi uma decisão "absolutamente técnica e consciente", em que foi avaliado inclusive o momento macroeconômico, já que o país estaria próximo de cumprir com o objetivo de fechar o ano com uma inflação (IPCA) de 5,1%.

Rondeau afirmou que a Petrobras vive uma situação "absolutamente confortável", principalmente em comparação com outras refinarias, porque é uma empresa verticalizada, ou seja, atua desde a produção de petróleo até o refino e distribuição.

O aumento dos combustíveis, no entanto, deverá beneficiar as duas outras refinarias pequenas, que vinham encontrando dificuldades de se manterem no mercado nacional diante da forte alta dos preços do petróleo no mercado internacional.

O ministro estima que os problemas da refinaria Ipiranga (RS) serão resolvidos apenas com o reajuste dos derivados. Já a refinaria de Manguinhos (RJ) estaria em situação mais complicada.

Com o novo cenário do mercado, o governo deverá fazer ajustes nas ações que vinha planejando para ajudar essas refinarias a se manterem no mercado. "Acredito que é possível que se faça algum ajuste nas ações", disse.

Rondeau considerou, no entanto, que a situação de Manguinhos também precisará ser discutida do ponto de vista da gestão atual da empresa e da necessidade de investimentos para melhorar a eficiência.

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