14/09/2005
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19h47
da Folha Online, em Brasília
O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, por unanimidade, cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 19,75% para 19,50% ao ano, dando início ao ciclo de queda dos juros, depois de um longo período de aperto monetário.
A decisão já era esperada pelo mercado financeiro. Nas três reuniões anteriores, o comitê havia optado pela manutenção da taxa em 19,75% ao ano, após um ciclo de altas que durou de setembro de 2004 até maio deste ano --a mais longa seqüência de aumentos desde o início do regime de metas de inflação, em 1999.

"Avaliando que a flexibilização da política monetária neste momento não compromete as conquistas obtidas no combate à inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 19,5% ao ano, sem viés", diz nota divulgada pelo BC após a reunião.
O corte só não foi maior devido ao reajuste dos combustíveis anunciado pela Petrobras na última sexta-feira --e que começou a ter efeito no dia seguinte. O preço da gasolina nas refinarias subiu 10% e o do diesel, 12%. Como o BC trabalhava com uma expectativa de não ocorrer reajuste na gasolina neste ano, a decisão da estatal fez o comitê agir com a tradicional cautela.
Para a decisão de hoje, o Copom levou em conta ainda a convergência das expectativas de inflação para a meta da autoridade monetária, que é um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 5,1% neste ano. Já a previsão dos analistas consultados semanalmente pelo BC está em 5,2%. No mês passado, a inflação medida por esse índice foi de 0,17%, ante 0,25% em julho.
O IPCA é o indicador usado pelo governo para as metas de inflação, que neste ano é de 4,5%, com uma margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. Embora a meta seja de 4,5%, o BC anunciou em setembro do ano passado que iria perseguir uma inflação de 5,1%.
Um dos motivos que levou o BC a adotar uma política monetária mais dura por nove meses --entre setembro do ano passado e maio deste ano-- foi o temor de que a recuperação econômica provocasse reajustes nos preços por parte da indústria. Essa pressão pode ser maior se a indústria não for capaz de atender toda a demanda.
No entanto, esse risco foi descartado neste ano, quando a indústria passou a crescer em um ritmo menor.
Em julho, a produção industrial brasileira apresentou uma queda de 2,5% em relação ao mês anterior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 0,5%.
A justificativa para a reunião de hoje será conhecida no dia 22, quando será divulgada a ata da reunião.
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ANA PAULA RIBEIROda Folha Online, em Brasília
O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, por unanimidade, cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 19,75% para 19,50% ao ano, dando início ao ciclo de queda dos juros, depois de um longo período de aperto monetário.
A decisão já era esperada pelo mercado financeiro. Nas três reuniões anteriores, o comitê havia optado pela manutenção da taxa em 19,75% ao ano, após um ciclo de altas que durou de setembro de 2004 até maio deste ano --a mais longa seqüência de aumentos desde o início do regime de metas de inflação, em 1999.

"Avaliando que a flexibilização da política monetária neste momento não compromete as conquistas obtidas no combate à inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 19,5% ao ano, sem viés", diz nota divulgada pelo BC após a reunião.
O corte só não foi maior devido ao reajuste dos combustíveis anunciado pela Petrobras na última sexta-feira --e que começou a ter efeito no dia seguinte. O preço da gasolina nas refinarias subiu 10% e o do diesel, 12%. Como o BC trabalhava com uma expectativa de não ocorrer reajuste na gasolina neste ano, a decisão da estatal fez o comitê agir com a tradicional cautela.
Para a decisão de hoje, o Copom levou em conta ainda a convergência das expectativas de inflação para a meta da autoridade monetária, que é um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 5,1% neste ano. Já a previsão dos analistas consultados semanalmente pelo BC está em 5,2%. No mês passado, a inflação medida por esse índice foi de 0,17%, ante 0,25% em julho.
O IPCA é o indicador usado pelo governo para as metas de inflação, que neste ano é de 4,5%, com uma margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. Embora a meta seja de 4,5%, o BC anunciou em setembro do ano passado que iria perseguir uma inflação de 5,1%.
Um dos motivos que levou o BC a adotar uma política monetária mais dura por nove meses --entre setembro do ano passado e maio deste ano-- foi o temor de que a recuperação econômica provocasse reajustes nos preços por parte da indústria. Essa pressão pode ser maior se a indústria não for capaz de atender toda a demanda.
No entanto, esse risco foi descartado neste ano, quando a indústria passou a crescer em um ritmo menor.
Em julho, a produção industrial brasileira apresentou uma queda de 2,5% em relação ao mês anterior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 0,5%.
A justificativa para a reunião de hoje será conhecida no dia 22, quando será divulgada a ata da reunião.
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