19/10/2005
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10h01
da Folha Online, no Rio
A indústria de transformação perdeu espaço como atividade empregadora, revela a pesquisa Cadastro Central de Empresas 2003, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O setor permanece como a principal atividade econômica em relação ao total de pessoas empregadas, mas com fôlego menor. Segundo o IBGE, a indústria de transformação representava 32,6% do pessoal assalariado em 1996. Em 2003, este percentual caiu para 29,9%. O recuo de 2,7 pontos percentuais ocorreu em razão de atividades como fabricação de produtos têxteis e fabricação de combustíveis (coque, petróleo, produtos nucleares e álcool), fabricação de veículos e fabricação de produtos alimentícios.
As indústrias de transformação reduziram sua participação também em relação aos salários pagos. De 1996 a 2003, o percentual caiu de 38,4% para 35,6%. Apesar disso, as indústrias se mantiveram como principal atividade geradora de salários porque concentravam mais de um terço do total de salários pagos nos dois anos analisados.
As atividades que apresentaram maior redução nas participações dos salários foram: fabricação de produtos alimentícios e bebidas, fabricação de máquinas e equipamentos, fabricação de produtos têxteis, metalurgia básica e fabricação de material eletrônico e de comunicações.
Enquanto a indústria teve sua participação reduzida, o comércio foi a atividade que apresentou maior crescimento em relação ao total de pessoas empregadas. De 1996 a 2003, o percentual passou de 21,9% para 25,8%. O crescimento foi verificado principalmente no comércio varejista, com destaque para o comércio varejista de tecidos, artigos de armarinho, vestuário, calçados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, hipermercados, supermercados, lojas de conveniência, produtos farmacêuticos, material de construção e material para escritório, entre outros.
A participação do comércio nos salários também aumentou e passou de 13,8% para 16,4% entre 1996 e 2003. O IBGE destaca que apesar do aumento da participação no total de salários pagos, a atividade ainda representava menos da metade da participação das indústrias de transformação.
A terceira principal atividade empregadora em 2003 era o grupo atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados a empresas. Sua participação subiu de 10,4% em 1996 para 13,0% em 2003. O crescimento atingiu principalmente a atividade de serviços prestados a empresas, com destaque para seleção, agenciamento e locação de mão-de-obra, atividades de imunização, higienização e limpeza em prédios e domicílios.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre pesquisas de emprego do IBGE
Cai participação da indústria no emprego, diz IBGE
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JANAINA LAGEda Folha Online, no Rio
A indústria de transformação perdeu espaço como atividade empregadora, revela a pesquisa Cadastro Central de Empresas 2003, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O setor permanece como a principal atividade econômica em relação ao total de pessoas empregadas, mas com fôlego menor. Segundo o IBGE, a indústria de transformação representava 32,6% do pessoal assalariado em 1996. Em 2003, este percentual caiu para 29,9%. O recuo de 2,7 pontos percentuais ocorreu em razão de atividades como fabricação de produtos têxteis e fabricação de combustíveis (coque, petróleo, produtos nucleares e álcool), fabricação de veículos e fabricação de produtos alimentícios.
As indústrias de transformação reduziram sua participação também em relação aos salários pagos. De 1996 a 2003, o percentual caiu de 38,4% para 35,6%. Apesar disso, as indústrias se mantiveram como principal atividade geradora de salários porque concentravam mais de um terço do total de salários pagos nos dois anos analisados.
As atividades que apresentaram maior redução nas participações dos salários foram: fabricação de produtos alimentícios e bebidas, fabricação de máquinas e equipamentos, fabricação de produtos têxteis, metalurgia básica e fabricação de material eletrônico e de comunicações.
Enquanto a indústria teve sua participação reduzida, o comércio foi a atividade que apresentou maior crescimento em relação ao total de pessoas empregadas. De 1996 a 2003, o percentual passou de 21,9% para 25,8%. O crescimento foi verificado principalmente no comércio varejista, com destaque para o comércio varejista de tecidos, artigos de armarinho, vestuário, calçados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, hipermercados, supermercados, lojas de conveniência, produtos farmacêuticos, material de construção e material para escritório, entre outros.
A participação do comércio nos salários também aumentou e passou de 13,8% para 16,4% entre 1996 e 2003. O IBGE destaca que apesar do aumento da participação no total de salários pagos, a atividade ainda representava menos da metade da participação das indústrias de transformação.
A terceira principal atividade empregadora em 2003 era o grupo atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados a empresas. Sua participação subiu de 10,4% em 1996 para 13,0% em 2003. O crescimento atingiu principalmente a atividade de serviços prestados a empresas, com destaque para seleção, agenciamento e locação de mão-de-obra, atividades de imunização, higienização e limpeza em prédios e domicílios.
Especial

