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Dinheiro
31/10/2005 - 12h48

Unibanco entra na disputa e baixa juro do financiamento imobiliário

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FABIANA FUTEMA
da Folha Online

O Unibanco seguiu a concorrência e também baixou as taxas de juros do financiamento imobiliário. A partir de amanhã a instituição vai cobrar uma taxa de juros de 8% ao ano mais TR (Taxa Referencial) no financiamento de imóveis avaliados em até R$ 100 mil.

Essa taxa reduzida vale para os primeiros 36 meses de contrato. A partir do 37º mês os juros voltam para o patamar médio do mercado, de 12% ao ano mais TR.

"Nossa expectativa é fechar 2005 com crescimento de 80% nos volumes de crédito imobiliário em relação ao ano passado", afirma o diretor executivo do Unibanco, Rogério Braga.

Com essa estratégia, o Unibanco passa a seguir a mesma linha comercial de outras instituições, que também reduziram os juros do financia mento habitacional. Esse é o caso da Nossa Caixa, HSBC e Bradesco, entre outras instituições.

Na Nossa Caixa, por exemplo, os juros caíram para 9% ao ano no financiamento de imóveis avaliados em até R$ 40 mil. No HSBC, os juros caíram para 8% ao ano nos primeiros 36 meses de financiamento de imóveis avaliados em até R$ 100 mil --depois disso, os juros sobem para 10,7% ao ano. No financiamento do Bradesco, os juros caíram para R$ 0,949% ao mês nos primeiros 36 meses de contrato --depois voltam para o patamar de 12% ao ano.

Essa estratégia dos bancos coincide com a edição de resoluções do CMN (Conselho Monetário Nacional) que passaram a incentivar a ampliação da contratação de crédito para a habitação, principalmente de imóveis para a baixa renda.

Mercado

O esforço dos bancos para ampliar a concessão de crédito imobiliário pode ser conferida em números. Em setembro, as instituições direcionaram R$ 388,6 milhões para o financiamento habitacional, uma ampliação de 68,83% em relação ao mesmo período de 2004, segundo balanço da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

No ano, a expansão foi de 58,94%, com a contratação de R$ 3,257 bilhões em operações de crédito imobiliário.

Com esse resultado, os bancos conseguiram superar a meta do CMN para a expansão do crédito imobiliário no segundo semestre, que é de 50% na comparação com igual período de 2004.

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