29/11/2005
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12h01
da Folha Online, no Rio
De 1998 a 2003, o salário médio mensal no setor de serviços passou de 4,1 para 3,2 salários mínimos, de acordo com dados da Pesquisa Anual de Serviços 2003, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A remuneração não foi o único item a apresentar queda em cinco anos. Segundo a pesquisa, a média de pessoal ocupado por empresa passou de 9 para 7 pessoas no período. Em compensação, a produtividade aumentou de R$ 46 mil para R$ 48,8 mil.
Segundo o IBGE, houve queda do salário médio mensal em termos de salários mínimos em todos os segmentos pesquisados. A redução mais significativa ocorreu nas atividades de informática, que tiveram queda de cerca de 34%. A remuneração média passou de 9,4 salários mínimos em 1998 para 6,2 em 2003.
Apesar do aumento de 36,6% no total de salários e outras remunerações nestas atividades ao longo dos cinco anos, a queda pode ser explicada, de acordo com o instituto, pelo aumento de 80,2% do número de pessoas ocupadas.
A estrutura do setor de serviços não-financeiros registrou mudanças significativas de 1998 a 2003. Em 1998, o setor de serviços prestados a empresas era o segundo maior em receita operacional líquida com 20,3% de participação e o de correio e telecomunicações, o terceiro, com participação de 17,7%
Em 2003, as posições se invertem. Correio e telecomunicações passaram a representar 23% da receita, enquanto serviços prestados a empresas, 19,7%. Segundo o IBGE, a mudança pode ser atribuída ao crescimento diferenciado dos serviços. As atividades de correio e telecomunicações aumentaram sua participação porque seu crescimento foi de 77,2% em termos reais, acima do crescimento médio das atividades da pesquisa, de 36,6%.
O segmento de correio e telecomunicações teve também a maior redução da receita média, que passou de R$ 17.602 para R$ 15.122. Houve um grande aumento do número de empresas, a taxas superiores a do crescimento da receita.
Além disso, ocorreu também uma redução no porte das empresas, que passou de 83 pessoas ocupadas para 43 em 2003. De acordo com o IBGE, houve aumento das atividades de malote e entrega, que compreendem um grande número de pequenas empresas operando no mercado de entregas rápidas.
Transportes e serviços auxiliares e correio e telecomunicações registraram os maiores aumentos de produtividade, de 8,7% e de 64,8%, respectivamente. As atividades com maior produtividade apresentaram também as melhores remunerações.
O setor de serviços não-financeiros registrou crescimento de 28,4% no número de pessoas ocupadas entre 1998 e 2003. O resultado é mais expressivo que a taxa de crescimento de 14,2% da população economicamente ativa estimada pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) para o mesmo período.
Segundo o IBGE, isso indica que os setores de serviços investigados na pesquisa tiveram um papel importante na geração de postos de trabalho no mercado formal de 1998 a 2003. O setor de serviços tem absorvido mão-de-obra proveniente dos setores agrícola e industrial em razão da reestruturação produtiva por meio da terceirização e da incorporação crescente de atividades de serviços à fabricação de bens.
Especial
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JANAINA LAGEda Folha Online, no Rio
De 1998 a 2003, o salário médio mensal no setor de serviços passou de 4,1 para 3,2 salários mínimos, de acordo com dados da Pesquisa Anual de Serviços 2003, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A remuneração não foi o único item a apresentar queda em cinco anos. Segundo a pesquisa, a média de pessoal ocupado por empresa passou de 9 para 7 pessoas no período. Em compensação, a produtividade aumentou de R$ 46 mil para R$ 48,8 mil.
Segundo o IBGE, houve queda do salário médio mensal em termos de salários mínimos em todos os segmentos pesquisados. A redução mais significativa ocorreu nas atividades de informática, que tiveram queda de cerca de 34%. A remuneração média passou de 9,4 salários mínimos em 1998 para 6,2 em 2003.
Apesar do aumento de 36,6% no total de salários e outras remunerações nestas atividades ao longo dos cinco anos, a queda pode ser explicada, de acordo com o instituto, pelo aumento de 80,2% do número de pessoas ocupadas.
A estrutura do setor de serviços não-financeiros registrou mudanças significativas de 1998 a 2003. Em 1998, o setor de serviços prestados a empresas era o segundo maior em receita operacional líquida com 20,3% de participação e o de correio e telecomunicações, o terceiro, com participação de 17,7%
Em 2003, as posições se invertem. Correio e telecomunicações passaram a representar 23% da receita, enquanto serviços prestados a empresas, 19,7%. Segundo o IBGE, a mudança pode ser atribuída ao crescimento diferenciado dos serviços. As atividades de correio e telecomunicações aumentaram sua participação porque seu crescimento foi de 77,2% em termos reais, acima do crescimento médio das atividades da pesquisa, de 36,6%.
O segmento de correio e telecomunicações teve também a maior redução da receita média, que passou de R$ 17.602 para R$ 15.122. Houve um grande aumento do número de empresas, a taxas superiores a do crescimento da receita.
Além disso, ocorreu também uma redução no porte das empresas, que passou de 83 pessoas ocupadas para 43 em 2003. De acordo com o IBGE, houve aumento das atividades de malote e entrega, que compreendem um grande número de pequenas empresas operando no mercado de entregas rápidas.
Transportes e serviços auxiliares e correio e telecomunicações registraram os maiores aumentos de produtividade, de 8,7% e de 64,8%, respectivamente. As atividades com maior produtividade apresentaram também as melhores remunerações.
O setor de serviços não-financeiros registrou crescimento de 28,4% no número de pessoas ocupadas entre 1998 e 2003. O resultado é mais expressivo que a taxa de crescimento de 14,2% da população economicamente ativa estimada pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) para o mesmo período.
Segundo o IBGE, isso indica que os setores de serviços investigados na pesquisa tiveram um papel importante na geração de postos de trabalho no mercado formal de 1998 a 2003. O setor de serviços tem absorvido mão-de-obra proveniente dos setores agrícola e industrial em razão da reestruturação produtiva por meio da terceirização e da incorporação crescente de atividades de serviços à fabricação de bens.
Especial


