13/12/2005
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22h20
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em SP e Brasília
O governo brasileiro vai antecipar para o final de 2005 o pagamento de US$ 15,5 bilhões em dívidas com o FMI (Fundo Monetário Internacional) que venceriam até o final de 2007. Segundo a assessoria de imprensa do Banco Central, esse dinheiro será suficiente para pagar todas as dívidas do país com o Fundo.
A proposta de antecipação do pagamento foi feita pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central e aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"O pré-pagamento ao FMI representa um momento histórico ao país e reflete a melhora significativa dos fundamentos macroeconômicos no período recente como conseqüência das decisões de política econômica tomadas pelo governo", comemorou o presidente do BC, Henrique Meirelles, por meio de sua assessoria de imprensa.
O Brasil tem reduzido seu endividamento com o FMI desde novembro de 2003, quando os débitos junto ao organismo atingiram seu ponto máximo: US$ 33,7 bilhões.
Segundo comunicado do Ministério da Fazenda, o dinheiro para os pagamentos sairá das reservas internacionais do BC, que estavam em US$ 67,062 bilhões ontem.
O governo justifica a decisão de antecipar os pagamentos com o "fortalecimento do setor externo e de outros fundamentos macroeconômicos do Brasil".
Com o superávit comercial de US$ 44 bilhões projetado para este ano, criaram-se as condições para que o BC passasse a comprar volumes maiores de dólar no mercado e fortalecesse as reservas. São esses dólares que agora estão sendo transferidos ao FMI.
O ministério informa ainda que o pagamento antecipado ao FMI não altera o 'bom relacionamento entre o Brasil e a instituição'.
'Além disso, o Brasil dará prosseguimento ao diálogo sobre a conveniência de desenvolver mecanismos que fortaleçam a arquitetura financeira mundial e amenizem os impactos de choques sobre a conta de capital das economias abertas.'
O Banco Central definirá nos próximos dias os detalhes operacionais referentes ao pagamento antecipado, que será efetuado até o final deste mês.
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IVONE PORTESANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em SP e Brasília
O governo brasileiro vai antecipar para o final de 2005 o pagamento de US$ 15,5 bilhões em dívidas com o FMI (Fundo Monetário Internacional) que venceriam até o final de 2007. Segundo a assessoria de imprensa do Banco Central, esse dinheiro será suficiente para pagar todas as dívidas do país com o Fundo.
A proposta de antecipação do pagamento foi feita pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central e aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"O pré-pagamento ao FMI representa um momento histórico ao país e reflete a melhora significativa dos fundamentos macroeconômicos no período recente como conseqüência das decisões de política econômica tomadas pelo governo", comemorou o presidente do BC, Henrique Meirelles, por meio de sua assessoria de imprensa.
O Brasil tem reduzido seu endividamento com o FMI desde novembro de 2003, quando os débitos junto ao organismo atingiram seu ponto máximo: US$ 33,7 bilhões.
Segundo comunicado do Ministério da Fazenda, o dinheiro para os pagamentos sairá das reservas internacionais do BC, que estavam em US$ 67,062 bilhões ontem.
O governo justifica a decisão de antecipar os pagamentos com o "fortalecimento do setor externo e de outros fundamentos macroeconômicos do Brasil".
Com o superávit comercial de US$ 44 bilhões projetado para este ano, criaram-se as condições para que o BC passasse a comprar volumes maiores de dólar no mercado e fortalecesse as reservas. São esses dólares que agora estão sendo transferidos ao FMI.
O ministério informa ainda que o pagamento antecipado ao FMI não altera o 'bom relacionamento entre o Brasil e a instituição'.
'Além disso, o Brasil dará prosseguimento ao diálogo sobre a conveniência de desenvolver mecanismos que fortaleçam a arquitetura financeira mundial e amenizem os impactos de choques sobre a conta de capital das economias abertas.'
O Banco Central definirá nos próximos dias os detalhes operacionais referentes ao pagamento antecipado, que será efetuado até o final deste mês.
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