11/01/2006
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16h00
da Folha Online
A captação dos fundos de previdência privada no acumulado de 2005, que até outubro estava negativa, conseguiu fechar novembro com uma alta de 1,41%, segundo a Anapp (Associação Nacional de Previdência Privada). De janeiro a novembro, os depósitos nos fundos de previdência privada somaram R$ 16,1 bilhões.
Essa reviravolta é reflexo do bom desempenho registrado pelo setor em novembro, quando as captações totalizaram R$ 1,9 bilhão, uma alta de 30% frente a outubro. Na comparação com novembro de 2004, a expansão foi de 33%.
O presidente da Anapp, Osvaldo do Nascimento, disse que o mês de novembro demonstrou "o processo de recuperação da previdência aberta". "Passado o processo de comunicação das novas regras, o consumidor voltou a investir no sistema", disse ele se referindo à nova tributação do setor.
Segundo ele, a previdência já faz parte da realidade do brasileiro "e tem condições de continuar crescendo à medida em que houver melhora do desempenho da economia".
"As novas regras da previdência são extremamente consistentes e vantajosas para os investimentos de longo prazo", disse Nascimento.
Além da regulamentação das novas regras de tributação, a captação da previdência aumenta em todo final de ano influenciada pela campanha dos bancos para convencer os clientes a ampliar as contribuições para conseguirem depois uma dedução maior na declaração do Imposto de Renda.
O volume de reservas técnicas --ou provisões da previdência complementar-- cresceu 26,17% até novembro de 2005, atingindo R$ 74 bilhões.
Para 2006, Nascimento prevê que as reservas devam ultrapassar a casa dos 5 dígitos, acumulando mais de R$ 100 bilhões.
Novas regras de tributação
O governo criou no ano passado um novo sistema de tributação para o setor com a introdução da tabela regressiva. Até então, existia apenas a tabela progressiva.
Pela tabela regressiva, criada no ano passado, a taxação sobre os resgates (saques antecipados) e os benefícios (a renda futura contratada) dependerá do tempo (em anos) de aplicação dos recursos: até dois, 35%; mais de dois até quatro, 30%; mais de quatro até seis, 25%; mais de seis até oito, 20%; mais de oito até dez, 15%; e mais de dez, 10%. O IR incide sobre qualquer valor --a tributação é exclusiva na fonte.
Pela taxação progressiva, os resgates são tributados em 15% na fonte, como antecipação do IR devido na declaração. Os 15% incidem sobre qualquer valor. No saques dos benefícios é aplicada a tabela de desconto na fonte. Na declaração do IR é feito o "ajuste" pela tabela anual.
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Previdência privada reverte queda e eleva captações em 1,41% até novembro
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
A captação dos fundos de previdência privada no acumulado de 2005, que até outubro estava negativa, conseguiu fechar novembro com uma alta de 1,41%, segundo a Anapp (Associação Nacional de Previdência Privada). De janeiro a novembro, os depósitos nos fundos de previdência privada somaram R$ 16,1 bilhões.
Essa reviravolta é reflexo do bom desempenho registrado pelo setor em novembro, quando as captações totalizaram R$ 1,9 bilhão, uma alta de 30% frente a outubro. Na comparação com novembro de 2004, a expansão foi de 33%.
O presidente da Anapp, Osvaldo do Nascimento, disse que o mês de novembro demonstrou "o processo de recuperação da previdência aberta". "Passado o processo de comunicação das novas regras, o consumidor voltou a investir no sistema", disse ele se referindo à nova tributação do setor.
Segundo ele, a previdência já faz parte da realidade do brasileiro "e tem condições de continuar crescendo à medida em que houver melhora do desempenho da economia".
"As novas regras da previdência são extremamente consistentes e vantajosas para os investimentos de longo prazo", disse Nascimento.
Além da regulamentação das novas regras de tributação, a captação da previdência aumenta em todo final de ano influenciada pela campanha dos bancos para convencer os clientes a ampliar as contribuições para conseguirem depois uma dedução maior na declaração do Imposto de Renda.
O volume de reservas técnicas --ou provisões da previdência complementar-- cresceu 26,17% até novembro de 2005, atingindo R$ 74 bilhões.
Para 2006, Nascimento prevê que as reservas devam ultrapassar a casa dos 5 dígitos, acumulando mais de R$ 100 bilhões.
Novas regras de tributação
O governo criou no ano passado um novo sistema de tributação para o setor com a introdução da tabela regressiva. Até então, existia apenas a tabela progressiva.
Pela tabela regressiva, criada no ano passado, a taxação sobre os resgates (saques antecipados) e os benefícios (a renda futura contratada) dependerá do tempo (em anos) de aplicação dos recursos: até dois, 35%; mais de dois até quatro, 30%; mais de quatro até seis, 25%; mais de seis até oito, 20%; mais de oito até dez, 15%; e mais de dez, 10%. O IR incide sobre qualquer valor --a tributação é exclusiva na fonte.
Pela taxação progressiva, os resgates são tributados em 15% na fonte, como antecipação do IR devido na declaração. Os 15% incidem sobre qualquer valor. No saques dos benefícios é aplicada a tabela de desconto na fonte. Na declaração do IR é feito o "ajuste" pela tabela anual.
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